Lendo o último post do Peguete, onde já fiz meus comentários, me lembrei de uma conversa com uma professora minha, na qual ela propôs algo que eu nunca havia escutado e achei bastante interessante. Imaginem se todo o sistema judiciário, com também o sistema de fiscalização, Tribunal de Contas, Ministério Público, as agencias reguladoras, dentre outros órgãos, deixassem de serem órgãos públicos. Se fossem, por exemplo, organizações privadas, com funcionários privados, contratados por mérito, dos quais se cobrassem resultados práticos, adotando o sistema de metas e resultados já utilizado em várias empresas. Tudo bem que a jurisdição está na constituição como de monopólio do estado, mas porque deve ser assim? Nunca lhes pareceu algo controverso, que o próprio estado crie e mantenha, dentro de sua estrutura, órgãos que o fiscalizem. Imaginem por exemplo, se o governo contrata-se uma grande empresa de auditoria, para fazer o trabalho de fiscalização da Receita Federal, não seria mais eficiente e isento. Toda essa reforma no nosso sistema, também o tornaria mais barato, pois haveria uma racionalização dos custos com uma evidente otimização dos resultados. Em minha opinião, o sistema idealizado por Montesquieu, conhecido como sistema tripartíde de poderes, ou sistema de freios e contrapesos, onde um dos poderes fiscalizaria o outro, realmente está falido. Digo isso, pois cada vez mais vejo que na verdade quem manda não é a ética ou profissionalismo, mas sim a grana. Quem sustenta esses órgãos é o governo e este exerce total influência sobre seus comandantes, ameaçando o corte de verbas dentro outras censuras, caso não seja feita uma ou outra concessão aos “amigos do poder”. Agora, aí me perguntam se esse sistema de privatização de certos órgãos não cairia na mesma, eu acredito que não. E acredito nisso, pois a partir do momento que se definisse que, por exemplo, a empresa, fundação, ou associação X, ficaria com a responsabilidade de administrar e controlar o poder judiciário do estado de Minas Gerais e que tal contrato seria por um período de tempo Y, sendo pago por esse serviço um valor Z, ou seja, estabelecendo critérios e parâmetros, a coisa funcionaria com muito mais isenção e eficiência. Quando minha professora disse isso, alguns alunos da sala acharam um absurdo, outros começaram a rir e outros a chamaram de Neoliberal Xiita, mas eu não acho tão absurdo assim, acho até uma idéia bastante plausível que deveria ser mais discutida e estuda, para quem sabe algum dia, poder ser implementada. Acredito também que na própria discussão do tema, poderia a curto prazo surgirem algumas pequenas reformas, implantando-se alguns métodos empresarias já consagrados. Bem, deixo para vocês a idéia e gostaria de saber suas opiniões. Da minha parte, me proponho a tentar desenvolver mais essa idéia, ou seja, levantar a discussão sobre o assunto nos meios acadêmicos e profissionais que eu convivo. Acho que vocês poderiam fazer isso também, trazendo suas contribuições.
A história é assim: dia 25 de noite, todo mundo 







