Home » Atualidades


BH é um ovo

18 18Etc/GMT+3 setembro 18Etc/GMT+3 2009 por Pegadinha

Caros amigos gostaria de discutir nesse post um conceito que todo belorizontino repete: “BH é um ovo”. Eu morei em BH a vida inteira e acho que a ocorrência de encontros com pessoas conhecidas quando estou fora de casa é enorme, além de ser possível traçar ligações entre você e qualquer outro belorizontino que se conheça por ai, seja em BH ou fora. A funcionalidade “amigos em comum” do orkut muitas vezes mostra isso.

É comum encontrar amigos, amigos de amigos, parentes de amigos, colegas de infância, ex-vizinhos, entre outros em qualquer lugar que se vai, seja na rua indo pra uma consulta no médico, no boteco do seu bairro ou da região onde constuma sair, no shopping, na fila do banco, no trânsito, na exposição do interior de qualquer cidade aqui perto, na GIRUS, e por ai vai. Sem contar nos rostos de desconhecidos que sempre encontramos em vários lugares que vamos e acabamos guardando de tanto ver.

Creio que ser uma cidade grande (2.434.642 habitantes segundo estimativa do IBGE para 2008, número que chega a 4 milhões se considerarmos a grande BH), mas não enorme como São Paulo (10.990.249 habitantes segundo estimativa para 2008) em conjunto com vários outros fatores criam esse “efeito ovo” em BH, alguns desses fatores que considero relevantes:

  • Tamanho relativamente pequenho: em condições normais é possível fazer o caminho entre os dois pontos mais distantes da cidade em uma hora de carro.
  • Concentração das opções de entretenimento: os principais bares, boates, restaurantes, cinemas, etc. encontram-se na mesma região, aproximando as pessoas que estão na rua para diversão.
  • O belorizontino (e o mineiro) é gente boa: em BH é muito fácil conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. É tranquilo levar um amigo (tá bom, quase qualquer amigo…) para um churrasco de outra turma, sentar em um bar e trocar idéia com as pessoas da mesa do lado, etc. Assim em BH a gente acaba tendo mais relacionamentos.

Esses fatores acabam gerando várias situações para nós belohorizontes nas quais a “coincidência” é tão grande que falamos: “É, BH é mesmo um ovo.”. Algumas dessas situações que recentemente aconteceram comigo ou com conhecidos:

  • Ovo ruim: Uma menina adiciona um amigo no msn, esse meu amigo não conhecia a dita cuja. Conversando com ela descobre que ela viu ele no orkut de uma amiga em comum e pediu o msn dele para essa amiga. Meu amigo ficou feliz achando que tinha ganhado um “lanche”, quando ele vai no orkut da dita cuja percebe que eles possuem 2 amigos em comum: a amiga que tinha passado o msn dele para ela e outra garota com quem meu amigo estava ficando na época.
  • Ovo bom: Minha namorada é uma antiga conhecida, a meia irmã dela estudou comigo durante o ensino médio (2002-2004). Nessa época nos conhecemos, quando entrei na faculdade mantivemos contato, encontramos e ficamos algumas vezes (2005), depois perdemos contato. Ano passado ela começou a faculdade na mesma sala da minha ex-namorada e da namorada de um amigo, foi quando fui relembrado da existência dela por causa de uma situação curiosa e pedi para essa namorada do meu amigo me avisar quando for sair com ela. A namorada do meu amigo me avisou, fui atrás, encontrei com ela, ficamos por um tempo e hoje estamos namorando tem mais de ano já.
  • Ovo: Comecei esse ano um novo curso na faculdade, fiz amizade com as pessoas da minha sala e fiquei amigo delas no orkut. Uma das minhas novas amigas no orkut tinha vários amigos em comum comigo, que incluem pessoas dos 3 colégios que estudei, um amigo de carnaval (pé na cova), pessoas da engenharia de produção e a namorada de um amigo meu junto com as amigas dessa namorada. Eram muitos amigos em comum (uns 20) e fomos conversando e descobrindo de onde ela conhece esses conhecidos meus e vice-versa.

Queria finalizar apresentando um fruto dessas conversas com minha colega de sala. A irmã dela estuda junto com a namorada de um dos grandes amigos do juan e conversando sobre isso minha coleguinha me falou da existência dessa pérola:


http://www.youtube.com/watch?v=h0haiKHxELs

Publicado em Atualidades, Entretenimento, Humanas, Variedades | 5 Comentários »

Eu protagonista

9 09Etc/GMT+3 setembro 09Etc/GMT+3 2009 por Inimigo do Ritmo

Achei uma tirinha protagonizada pela minha pessoa (de azul) e por vários amigos do juan (menos o Pegadinha)!

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net

Tags: ,
Publicado em Variedades | Deixe um comentário »

Realmente não dá pra entender

1 01Etc/GMT+3 setembro 01Etc/GMT+3 2009 por Administrador BlueLogs.net

Há algumas noites fui encontrar um amigo peruano na saída de uma festa. Estava esperando por ele na porta, quando um sujeito de ascendência árabe começa a conversar comigo do nada, falando em sueco. Não entendi exatamente o que ele disse, então ele falou em inglês, um papo de bêbado querendo amizade, mas esquisito. Como eu não estava na mesma vibe e o cara já encostou em mim, eu saí andando e o ouvi me xingar em sueco e dizer em inglês pra sair do país dele.

Normalmente eu ficaria puto, primeiro porque o país não é dele, depois porque eu estava na paz, quando ele veio me incomodar, mas este dia não. Continuei andando e nem olhei para trás, como se nada tivesse acontecido, pra que o cara não viesse tirar satisfação.

O problema começou quando meu amigo saiu da festa. Como ele adora falar que briga bem e que já fez 131908 anos de luta (será que isso não lembra certos gêmeos?), juntou-se a fome à vontade de comer. Foi o árabe chegar perto e falar alguma coisa, que puseram-se num empurra-empurra.

Como um ataque de abelhas, mais uns 15 árabes chegaram não sei de onde e um deles, mais esquentado, deu um murro na boca do peruano. Nessa hora os nervos de todos explodem, mas por causa do número de árabes brigões, eu fui separar a confusão, não iria brigar de qualquer maneira. Tomando empurrões, eu e mais alguns amigos do peruano, entramos no meio da briga e fomos conversar com os manos.

O cara me disse que meu amigo é que o havia xingado primeiro e ele apenas reagiu – convenhamos, como um animal – dando o murro. Disse também que não queria mais briga, mas que ele e seus amigos eram uma gangue de 200 pessoas (falou esse número mesmo!) e, em tom de ameaça, que se eles apanhassem no dia, voltariam com o resto pra, digamos, acertar as contas. Ou seja, não quero briga, mas estou muito afim que vocês queiram pra eu poder brigar.

Aí eu pensei com meus botões: “porra, as famílias dos caras vêm pra Suécia, eles têm tudo do bom e do melhor (educação, saúde, outros auxílios financeiros, etc) e ainda formam gangues pra bater nos outros estrangeiros, que como eles, estão aproveitando”.

Não que eles tenham alguma dívida com a Suécia, apesar de que se pode pensar assim, mas ser xenófobo num país que te recebeu e que te deu a cidadania é dureza. Realmente não dá pra entender.

Conseguimos separá-los e não houve mais briga. Mas claro que depois dos murros, os xingamentos continuaram de ambas as partes e o peruano que apanhou falou que todo árabe é terrorista e que esses caras fodem a reputação de todos os imigrantes honestos e pacíficos. Opinião (apenas a segunda, claro) que eu compartilho.

A polícia foi chamada e dois dos manos foram presos e passaram a noite na cadeia e o peruano fez questão de dar o depoimento e fazer o equivalente ao B.O.. Eles devem ser processados, não sei ao certo.

Não quero tirar a culpa de ninguém, o peruano talvez merecesse apanhar mesmo. Contudo, os caras foram lá brigar, se não, um deles não teria me xingado e me mandado de volta pro meu país só porque eu não quis conversar com ele.

O fato é, que a partir de então eu comecei a me preocupar com isso. Várias vezes vi árabes nas ruas e nada me tirava o sossego, agora não mais. A briga e, principalmente, o que o sujeito me disse, me deixaram com medo.

Não pretendo com isso, dizer que árabes são assim ou assado, só que, somos responsáveis por aquilo que representamos. No caso, uma etnia. Sei que é preconceito e estou julgando todos por uma situação envolvendo 15, mas, se o que o cara disse for verdade, há mais uns 150 árabes na gangue, prontos pra brigar com outros estrangeiros.

Publicado em Inutilidades, Sem Categoria, Variedades | 6 Comentários »

Jazz, Arte e Liberdade

30 30Etc/GMT+3 agosto 30Etc/GMT+3 2009 por abduzido

Atendendo a pedidos, muitos, para aparecer por aqui, venho através das bandas siderais e vibrações intergaláticas (exclusividade dos seres abduzidos, é claro) tratar de um assunto bem contemporâneo do nosso mundinho mesmo. O Jazz.

Muitas pessoas fecham mente, alma e coração quando o assunto é esse. Lançam mão de preconceitos caducos, dão justificativas quadradas ou até mesmo partem para a intolerância explícita – não quero, não gosto. Bem, longe de querer julgá-las, na verdade até as compreendo, e bem. Compreendo que nem todas as pessoas gostarão do Jazz, e que muitas não serão por ele tocadas a ponto de gostar. Mas que seja feita pelo menos a tentativa. Tudo merece uma chance. Aos que não concordarem, devo dizer que são eles mesmo que saem perdendo, e muito, nesse provincianismo musical.

Dentre os argumentos mais comuns contrários, cito alguns. É música confusa. São coisas demais ao mesmo tempo. É difícil de entender. É difícil de acompanhar. É muito desordenado. Não tem lógica, não tem sequência, não tem harmonia. É irritante. É barulhento.

A meu ver, o que realmente ocorre é que o Jazz nunca foi realmente difundido. Muitas pessoas realmente não conseguem entender e acompanhar o estilo musical – que é altamente imprevisível – e, assim, não conseguem apreciá-lo como ele de fato é. E apreciar o Jazz é algo que, normalmente, se aprende aos poucos. Mesmo os indivíduos que são completamente arrematados, em uma espécie de amor à primeira nota, como eu, em geral levam tempo para conseguirem sentir o verdadeiro Jazz que há no Jazz. Para sentir a liberdade se materializar em som, o espírito vibrar, a alma dançar, o coração sincopar.

Jazz é liberdade porque foge da padronização. Porque é essencialmente composto de improvisações. Logo, é espontaneidade bruta, lapidada em notas e tons pelos saxofones altos, baixos, barítonos, pelos pianos de todas as cores, pelas cordas de diversos tamanhos, pelos sopros, pelos trompetes, pelos trombones e, acima de tudo, pela criatividade aguçadíssima feita em arte. É indefinível. É, muitas vezes, uma coisa diferente para cada pessoa. É, outras tantas, universal.

Além de tudo, Jazz é paz e união, sincretismo musical de diferentes culturas, diferentes cores, diferentes raças. Para mim, se fosse pedido um ideal em forma musical, eu responderia Jazz sem hesitar. É ideal de fraternidade, liberdade e paz. E, o que o torna ainda mais bonito, reflete a doce espontaneidade da vida. É isso que eu sinto quando escuto um Miles Davis, um John Coltrane ou um Dave Brubeck fazendo a sua mágica. E sentir é uma forma de interagir com o mundo. E imaginar o mundo. E a arte não é uma das formas de compartilhar os nosso ideais, de expressar o que sentimos, o que sonhamos?

Bem, falando nisso tudo, estive no Jazz Festival Brasil na semana passada, acompanhado dos meus grandes amigos Rodrigo e Leonardo (fica aqui um abraço para eles). E foi fantástico. Assistimos Bob Wilber em parceria com Dany Doriz e banda, que foram ao Jô Soares no dia 25/08:

Eles tocam muito. Muito mesmo. Demais! Aqui dá para entender melhor o que eu estou falando:

É, o Jazz está começando a se popularizar. O Jazz Festival Brasil foi um bom exemplo disso, trouxe grandes artistas, música de altíssima qualidade, abriu as portas para o público, não foi caro demais, teve boa repercussão. Alguns estabelecimentos já têm eventos frequentes com bandas locais. Tem o Festival Tudo é Jazz em Ouro Preto – não que tudo seja Jazz, falácia que se mostra cada vez mais comum – que este ano é de graça, pelo que estou sabendo. Tem outras. Mas acho que ainda falta muito para ele ser considerado, de fato, popular. O que seria muito bom para os seus amantes, já que significaria, por exemplo, maiores possibilidades de ocorrerem bons eventos envolvendo o estilo musical. E também seria muito bom para os novos apreciadores, a quem seria dado contemplar mais uma das belas facetas da vida, na forma de arte, na forma de música. Mas isso eles só saberiam depois de gostarem. O que eles só poderiam depois de tentarem. No mínimo, vale à pena tentar.

Por fim, para aqueles que se interessarem em entender melhor como o Jazz funciona, fica aqui uma boa referência: Como Funciona o Jazz.

Atualizado em 01/09/2009 às 14h27:

Como o Rodrigo fez um belo comentário, que amplia as idéias do post e acrescenta algo indispensável ao tema (música), aqui está ele:

Mas deixando a bobeira de lado…Muito bom o post! Escreveu muito bem sobre essa coisa pouco definível que é o jazz…e acrescento que pra mim não so o jazz como as mais variadas formas de música, apesar de terem suas nuances e peculiaridades, transmitem esse sentimento amplo, essa alegria, essa materialização da liberdade. A música é infinita e explorá-la é um dos maiores prazeres que eu conheço.

Tags: , , , , ,
Publicado em Atualidades, Entretenimento, Variedades | 7 Comentários »

Niver Gêmeos

15 15Etc/GMT+3 julho 15Etc/GMT+3 2009 por Inimigo do Ritmo

Niver dos Gêmeos amanhã (dia 16, quinta) 20hs no Bar do Belga (Curitiba 1966, quase esq. com gonçalves dias e alvares cabral) -> http://tinyurl.com/mwcmd4
Boteco bom, cartela individual, presente obrigatório. Ajudem a espalhar plz.

Tags: , ,
Publicado em Anúncios, Variedades | Deixe um comentário »

Comparações, parte 2

9 09Etc/GMT+3 junho 09Etc/GMT+3 2009 por Peguete

No texto anterior uma tentativa de descrição de certos aspectos positivos da vida no Brasil foi exposta. Neste, o objetivo é o contrário. Por exemplos concretos, uma crítica será feita.
Talvez o fato de a defesa ter sido apresentada primeiro livrará a minha pessoa de estar “estrangeirado”, ou aliviará críticas como “se você prefere tanto, porque não fica pra sempre na Suécia”.
Um esclarecimento necessário é de que fazer dois textos não foi proposital, muito antes pelo contrário. Minha idéia inicial era de fazer uma crítica apenas, no decorrer do texto, porém, amadureci certos argumentos favoráveis ao Brasil e resolvi que um só, que expusesse ambos os pontos de vista, seria muito longo e enfadonho.
Concentrarei-me em um ponto principal, que se desdobra em dois, que acho essenciais para a compreensão do exame que pretendo fazer. Mas primeiramente é preciso que se entenda o real propósito da comparação, que não é mostrar puramente os defeitos do Brasil, todavia indicar um meio de solução, ou ao menos de melhora da situação caótica que existe.
O ponto principal é a imensa cultura de que o contribuinte tem de receber os impostos que paga em forma de serviços. Nessa terra, não se pensa só em trabalho e mesmo assim a produtividade de um trabalhador sueco é várias vezes maior do que a de um brasileiro.
Por aqui há 14 meses de licença paternidade/maternidade, digo isso porque a mãe pode dividir com o pai o tempo fora do trabalho. Claro que por alguns meses imediatamente posteriores ao nascimento, por razões óbvias, só as mamães podem ficar com os rebentos, mas a partir de certo período os pais também podem e são muito incentivados a tirar algum tempo logo no início da vida de seus filhos. Isso tudo recebendo 80% do salário.
As férias são de 5 semanas, ou seja, há 25% mais tempo de descanso remunerado por ano do que no Brasil. Se multiplicado por todos os trabalhadores do país é muito tempo “improdutivo”.
Há também vários outros tipos de regime de trabalho possível de se negociar com o empregador, como por exemplo, trabalhar apenas 50% do tempo por um período pré-fixado. Claro que esse tipo de negociação leva à redução de salário, mas são coisas possíveis que não são muito pensadas no Brasil.
O desdobramento do argumento inicial é o fato impressionante de, na Suécia, os cidadãos receberem serviços de muita qualidade e a mínima burocracia existente. Qualquer pessoa que vá permanecer aqui por mais de 6 meses, com um visto de estudante ou de trabalho, tem direito a um número de “segurança social”, que garante certas vantagens como facilidade para arrumar emprego, tirar outros documentos e se identificar perante outras instituições, além de garantir acesso à hospitais, claro, de graça. Isso demora umas 2 semanas para chegar por carta, depois do pedido que é feito em alguma agência dos correios.
Outro exemplo muito agradável é o fato de que qualquer pessoa pode se tornar membro da biblioteca pública e alugar quantos livros quiser pelo período de um mês sem que para isso precise mostrar nem ao menos comprovante de residência. Até na UFMG, que há um cadastro inicial ao passar no vestibular, os alunos precisam mostrar identidade e CPF para que se possa associar à biblioteca e lá independentemente de qual faculdade se estuda e quantas matérias se está cursando, só se pode alugar 5 livros de cada vez, pelo período de duas semanas.
Nas bibliotecas da universidade aqui, o conforto é semelhante ao das bibliotecas públicas. Qualquer pessoa do mundo pode ser sócia, desde que tenha um documento para comprovar sua identidade. Pode-se pedir quantos livros quiser de qualquer biblioteca universitária da Suécia! Chega em mais ou menos uma semana na biblioteca escolhida pelo membro. Sem contar a imediata e muito mais importante, grátis, retirada de documentos para outros fins, como por exemplo, um histórico das matérias.
O mais impressionante porém, é a facilidade de se renovar vistos de estudante ou trabalho. Aconteceu comigo por isso posso relatar. A única necessidade é levar a nova carta de aceite por parte do empregador ou universidade e em (pasmem!!) 3 horas, o novo visto estava impresso no meu passaporte.
A facilidade representada pelas circunstâncias criadas pela sociedade é um fator de muita diferença entre o nosso país e os nórdicos em geral. Infelizmente temos muito a percorrer para atingir esse estágio. É muito difícil entender porque não há um sistema eletrônico para ser usado quando se necessita de uma nova carteira de identidade ou CPF por exemplo. E a demora imensa em filas e depois para se pegar o documento. Mesmo na universidade não se pode retirar documentos ou livros sem um processo demorado e caro (5 reais para um histórico de, no máximo, 4 páginas).
O que me impressiona mais é que nem um debate no sentido de diminuir essa burocracia burra e dispendiosa há no Brasil. Independentemente de qual nível seja municipal, estadual ou federal, qualquer serviço é ruim.
Enfim, paraíso realmente, só na novela. Mas melhorar é possível e preciso. Nem custa tanto assim, é muito mais a vontade pessoal e governamental do que dinheiro mesmo. Os exemplos estão ai, a Suécia é um ótimo. E o desejo de aperfeiçoar?

Publicado em Inutilidades, Variedades | 3 Comentários »

Comparações, parte 1

2 02Etc/GMT+3 junho 02Etc/GMT+3 2009 por Peguete

Um tempo fora do Brasil faz com que reflitamos com maior densidade sobre como é a “pátria amada, mãe gentil”. Críticas ficam mais contundentes e defesas, mais apaixonadas. Por estar na Suécia, um país muitíssimo avançado em quase qualquer aspecto social e econômico que se queira analisar, minha reflexão fica ainda mais profunda porque a base para comparação é muito boa.
Tenho total convicção de que o Brasil tem milhares de vantagens indiscutíveis sobre qualquer país do mundo, independentemente do fato de minha família e meus grandes amigos morarem ai.
A proximidade no relacionamento das pessoas é uma delas. Na Suécia a distância entre os suecos e os imigrantes é imensa, é muito difícil ter amigos suecos, por exemplo. Pode-se passar anos sem um contato mais próximo com os habitantes que nasceram aqui, mesmo falando a língua e tendo contato profissional. Ao conversar com um brasileiro que já mora e trabalha aqui há 7 anos, ele disse não ter amigos suecos. Seus amigos são todos estrangeiros, não necessariamente brasileiros, mas imigrantes de outras partes do mundo. É tão óbvia a distância que até mesmo os suecos concordam, dizem que acontece mesmo, que é cultural.
Outra desvantagem óbvia daqui é o clima. Qualquer que seja a pessoa, até mesmo nascida na Sibéria, se incomodaria com o inverno daqui. Um dos meus professores é uruguaio e diz que sempre que quando volta ao seu país, lhe dizem que para ele o frio do Uruguai é bem ameno comparado ao da Suécia e por isso ele estaria acostumado. A reposta é sempre a mesma: “Al frio no se acostumbra nadie”. Eu mesmo cheguei já no fim do frio, em março, e ainda assim senti um incômodo grande. Imagino que nos meses de maior intensidade do inverno seja muito complicado.
As temperaturas nem são tão baixas, entre 10 graus negativos e 0 grau. Um grande problema é que o vento é muito forte, pois não há prédios muito altos e há uma grande influência do mar, já que o país é estreito, por isso a sensação térmica fica bem mais baixa. A maior dificuldade porém, é o fato de que durante vários meses frios não tem luz do sol durante o dia. Em grande parte do inverno o sol nasce entre 9 e 10 horas da manha e se põe entre 2 e 3 horas da tarde.
Claro que para o problema do frio há a solução de aquecimento interno, que por sinal, como quase todos os serviços suecos, é de primeiríssima qualidade. Mas sem sol as pessoas ficam menos interessadas em sair de casa, usam roupas mais escuras ficam de pior humor, ou seja, não tem jeito. É preciso então, que se tenha a expectativa condizente com a realidade do lugar, serão seis meses de aquecimento forte, sendo que mais ou menos 3 sem sol, dois de aquecimento fraco e quatro quase sem aquecimento, sendo 2 ou 3 com sol até quase 11 da noite.
O problema da falta de contato também não tem solução, já que não se pode mudar a sociedade toda. É claro, entretanto, que se pode fazer amigos suecos, mas mesmo entre eles, não há uma intimidade e proximidade assim como estamos acostumados no Brasil e imagino que em vário outros países do mundo. Assim para morar aqui, é preciso estar ciente disso também.
A qualidade de vida aqui nos Nórdicos é realmente muito grande e muito visível. Quase todos os problemas que demandam tecnologia e desenvolvimento econômico são solucionados com muita eficiência, como por exemplo, o aquecimento das casas. A “desgraça” está naquilo que é ruim e não se pode remediar diretamente. Paraíso é só na novela, amiguinhos…

Publicado em Inutilidades, Sem Categoria, Variedades | 7 Comentários »

Susan Boyle, cadê você?

24 24Etc/GMT+3 abril 24Etc/GMT+3 2009 por Só Vim pra Dançar

Acompanhamos nas últimas semanas toda a mídia voltada para uma cantora amadora que apareceu no famoso programa Britain’s Got Talent, Susan Boyle. Um dos vídeos mais acessados no Youtube, com mais de 100 milhões de visualizações! Impressionante não? E não foi nenhum tipo de pronografia, é o tchan ou banheira do Gugu. Música, cultura!

Essa semana apareceu uma nova surpresa no mesmo programa. Um garoto de 12 anos, chamado Shaheen Jafargholi. Impressionante como aceitam um menino, em plena puberdade, mudança de voz, para cantar em tais concursos. Quando se é pequeno, consegue-se um sucesso para o público infantil, já quando cresce, poucos mantém o sucesso, e inclusive não mantém a mesma performance anterior.

A apresentação dele pode ser visto nesse link, vale a pena ver tudo (travaram o embed desse vídeo):

http://www.youtube.com/watch?v=VYDM3MIzEHo

Shaheen Jafargholi inicia sua apresentação cantando Valerie, de Amy Winehouse. Grande desafio comparar a tanto talento. Simon Cowell, líder do programa, grande produtor musical, idealizador também do American Idol, que já lançou grandes talentos como Kelly Clarkson e Jennifer Hudson, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, solicita uma pausa na apresentação.

Como viram no vídeo do garoto prodígio, Simon solicita uma nova apresentação, já que Shaheen “parecia” ter escolhido a canção errada. O garoto então propõe Who’s loving you, de Michael Jackson, então Jackson 5.

Não se assustem! É realmente o Michael Jackson!

Mas aí vai minha pergunta! Simon Cowell, talento indiscutível em descobrir talentos. Shaheen, mostrou que tem talento logo no início, com a música de Amy Winehouse.

1) Simon viu que o garoto tinha talento e pediu que trocasse de música? Honras para Simon? Realmente ele é bom?
2) A música Valerie tem uma letra não adequada para um garoto de 12 anos cantar em rede “global”?
3) TV É TUDO COMBINADO???

Tentei buscar alguma matéria na internet que tratasse desse assunto, mas tudo muito superficial. Os comentários mais interessantes estão nos vídeos do Youtube.

E você, o que acha?

Tags: , , , , ,
Publicado em Entretenimento, Inutilidades, Variedades | 8 Comentários »

Desafio (Física? Matemática? Psicologia?)

13 13Etc/GMT+3 abril 13Etc/GMT+3 2009 por Inimigo do Ritmo

Seguindo a ideia do Julio…

Um vídeo (indicação do Não Tomo Toco), de introdução:

E agora o desafio:
Um carro trafegava por uma estrada em linha reta, com uma velocidade de 216Mph. De repente o motorista avista uma vaca no meio da pista. Ele aciona os freios quando se encontra exatamente a 1,5 milhas de distância da vaca e consegue parar a exatamente 0,78 pés de distância da vaca. Calculem então.

Tags: , , ,
Publicado em Entretenimento, Variedades | 11 Comentários »

Cigarros, bebidas e impostos

1 01Etc/GMT+3 abril 01Etc/GMT+3 2009 por Peguete

O governo brasileiro, por meio da receita federal, recentemente elevou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do cigarro. A carga tributária sobre o produto é agora de 65%, mas através de outros impostos a incidência real de taxas sobre o cigarro é de 200%, ou seja, 2 terços do preço de um maço. A justificativa é de que a maior arrecadação seria usada para o combate a doenças relacionadas ao fumo, que não são poucas.

Bacana a iniciativa e, se a for mesmo para tratar dos doentes do SUS (nesse tempo de crise a arrecadação do governo diminuiu muito, assim, para que esse dinheiro seja usado na manutenção de um estado imenso e ineficiente, não custa. Essa, porém, é outra discussão.), muito válida.

É óbvio que fumar faz mal e que os não fumantes são vítimas de certo egoísmo quando os fumantes acendem seus cigarros em lugares fechados. O cigarro então tem mesmo que ser muito taxado e caro, apesar de que isso aumenta o tráfico de cigarros falsificados, que são muito piores aos pulmões. Mas a discussão que não está na mídia é sobre o fato de outras substâncias prejudiciais continuarem sendo muito baratas e acessíveis a todos.

O álcool, por exemplo, cheio de propagandas com mulheres gostosas e em geral pessoas bonitas bebendo e sendo cada vez mais felizes, não é tão crucificado quanto o cigarro. E dirigir bêbado é uma causa imensa de mortes, principalmente entre jovens, sem contar os que ficam deficientes e as pessoas que são atropeladas nas calçadas ou atingidas em seus carros que também podem sofrer seqüelas para toda a vida.

Para fazer um paralelo, aqui na Suécia bebidas alcoólicas com mais de 3,5% em volume só podem ser vendidas em lojas especializadas do governo. Isso para que o dinheiro seja revertido para propagandas contra o consumo excessivo e no tratamento de pessoas que tenham se acidentado ou sido vítimas de bêbados.

Não quero ser hipócrita e dizer que prefiro o sistema daqui, porque é extremamente caro e as lojas fecham cedo sextas e sábados e não abrem domingos, além de não existir a menor condição de isso funcionar no Brasil, mas pelo menos é preciso que se discuta maneiras de diminuir o consumo excessivo e as vendas de bebidas indiscriminadamente. A lei seca foi um bom começo, mas não muito efetivo porque o álcool continua muito barato e acessível.

 

Publicado em Atualidades, Variedades | 4 Comentários »