Doutor, me Explica?

A experiência de adotar um animal

Publicado em 14/09/2009 por Maria Eduarda Bécho Freitas Arger

A experiência de adotar um animal

Hoje gostaria de falar sobre um assunto que vai além da medicina, a experiência de adotar um animal de estimação. Ano passado passei por uma série de mudanças em minha vida, e por alguns motivos pessoais decidi adotar um cãozinho. Por influência de meu namorado, que possui um cachorro adotado, achei que a melhor opção era adotar, e não comprar um cão.

Visitei então, a Associação Cão Viver em Defesa dos Animais (www.caoviver.com.br), um abrigo de cães e gatos que foram vítimas de maus-tratos e/ou abandono. Lá encontrei um cãozinho lindo, branquinho, já com seis meses de idade, que havia sido abandonado na BR-040, e levado por um caminhante até o abrigo. Ele estava doente, em tratamento para babésia.

A experiência de adotar um animal Este cãozinho agora chama-se Pudo, e faz parte da minha vida. Brinco que está sendo a minha primeira experiência materna, e além de todo o carinho que tenho por ele, algumas coisas chamam a minha atenção diariamente. A primeira delas é que os cachorros são extremamente companheiros. Por mais incrível que possa parecer, o Pudo percebe qual é o meu estado de humor, se estou triste, feliz, brincalhona ou preocupada. Quando estou triste, ele vem, tenta lamber meu rosto todo, como se fosse para me alegrar ou distrair. É companheiro, em todos os momentos. Se estou estudando, ele deita ao meu lado, e fica só observando.

Uma segunda observação é a respeito da fidelidade e lealdade dos cachorros. Não importa quanto dinheiro você tem, ou qual o seu status, eles são fiéis e leais aos donos, independente das circunstâncias. A cada dia que passa, aprendo algo novo através da convivência com meu cãozinho, repenso meus valores, analiso as minhas atitudes.

Em uma entrevista para a revista Veja recentemente, César Millan, especialista em comportamento canino, disse que os cães nos trazem de volta a simplicidade da vida que muitas vezes se perde na correria do cotidiano. Acho que é bem por aí. Outro ponto é o fato de que, para educar um animal, você precisa entender sobre disciplina e correções. Assim como seres humanos, os cães precisam de disciplina, de regras, de limites. E precisam de correções quando infringem alguma dessas regras.

Tenho estudado a respeito e observado várias famílias que conheço que possuem cães, e tenho comprovado que os cães são o espelho do dono. Se o dono é agitado, o cão provavelmente será um cão agitado. Se ansioso, o cão provavelmente será ansioso. De alguma forma, eles captam as nossas emoções e refletem o nosso comportamento. Muitas vezes, para tratar um comportamento anormal do cachorro, os especialistas em cães tratam em conjunto o seu dono, corroborando a teoria de que os cães são nosso espelho.

Por fim, gostaria de deixar um incentivo para quem gostaria de ter um animal: Adote, não compre! Há vários animais precisando de um lar, e a experiência é inesquecível. Há um projeto lindo que chama-se “Adotar é tudo de bom!”, visite o site: http://www.adotaretudodebom.com.br/. Um grande abraço, e uma boa semana!

A experiência de adotar um animal

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Maria Eduarda Bécho Freitas Arger Maria Eduarda Bécho Freitas Arger
Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para ver o currículo Lattes

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10 Comentarios para A experiência de adotar um animal

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  1. Eduardo disse:
    15/09/2009 ás 0:51

    Olha, eu tenho uma cachorrinha que adotei também, linda, brincalhona, a melhor coisa que pude fazer. Mas gostaria de deixar registrado, que um cão adotado, geralmente está com a vacinação em dia, livre de doenças ou em fase de cura, vem com o cartão do cachorro e nos faz muita, mas muita felicidade.

    At.,
    Eduardo S. Alves

  2. Carine Lopes disse:
    02/11/2009 ás 12:17

    Oi eu também adotei um vira latinha que é um pedaço de mim hoje. Eu a amo muito!!!!!!!! Ela é muito especial e muito carinhosa. O nome dela é Eva Sulivam. Na verdade meu marido não gostava de cachorro, e eu a dei de presente para ele. Hoje ela é a grande parte do coração dele.

  3. Daniely disse:
    10/02/2010 ás 13:20

    Pudo é muito lindinho, parabéns doutora. Tenho uma gatinha que peguei do meio da rua, tinha alguns meses na época, hoje ele ja está com 5anos, castrei pq tinha medo de nao conseguir lar para os filhotes caso ela viesse a engravidar. Tenho cachorro também e eles se dão muito bem.

  4. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    19/02/2010 ás 23:17

    Prezadas Carine e Daniely,
    realmente cães são como “filhos” depois que os adotamos né? Foi uma escolha muito sensata e me fez muito bem adotar o Pudo!
    Grande abraço pra vcs,

  5. Marcela disse:
    23/02/2010 ás 17:31

    que lindo *–*

  6. Domtila disse:
    25/02/2010 ás 2:02

    Mª Eduarda! Se o Pudo não for poodle, deve ser poodle, ainda + com esse “zóinho” de criança pedindo colo… Ele fica como uma sombra atrás de vc? Não consegue perceber q vc está quase caindo em cima dele – e continua com cara de “pidão”?`´E um caso incuravel de “poodle”, com certeza…(o meu é o Lupi – tambem caiu de paraquedas na minha casa)

  7. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    28/02/2010 ás 20:19

    Que bom q vc gostou do artigo, Marcela! Meu cãozinho é lindo mesmo! hehehe

  8. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    28/02/2010 ás 20:29

    hehehe, é, ele é um caso de Poodle mesmo!

  9. RODINEI disse:
    08/04/2010 ás 17:29

    MARIA EDUARDA, parece que a historia nao muda, os anos passam, a midia comenta, revistas publicam, governos pedem, mas as pessoas continuam jogando seus animais que deixaram de ser aquele filhote gorduchinho, jogam eles agora adultos nas ruas, estradas ou bueiros. Lamentavel. Que Deus possa iluminar todos que estao sendo abandonados nesse momento e todos que foram e ainda vagam de cabeça baixa procurando seus donos por pior que eles sejam, afinal sao fieis.. muito mais que nós. Sao integros e dedicados e nao esperam mais que um carinho, um lugar pra dormir e um pouco de comida

  10. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    17/04/2010 ás 14:24

    Com certeza Rodinei!!!
    Abraços,

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