Todos nós sabemos que o ser humano é um ser sociável por natureza. Embora cada indivíduo precise de um tempo para estar só, ninguém gosta de se sentir sozinho. Peplau e Perlman, em 1982, definiram a solidão usando as seguintes palavras: “A solidão é uma experiência desagradável que ocorre quando a rede de relações sociais de uma pessoa é deficiente em algum aspecto importante, quer quantitativamente quer qualitativamente”.
Tenho realmente me impressionado com o número de idosos que vivem em um estado de solidão e abandonados. E são abandonados por vários motivos: pela sua fragilidade, dependência maior de outras pessoas, perda de autonomia e independência. Vivemos em uma sociedade na qual “tempo é dinheiro”. E idosos muitas vezes demandam tempo. A nossa sociedade tende a valorizar tudo o que é material, secundarizando as questões afetivas. Resumiria isso tudo em “o que não se serve se joga fora”. Muitas vezes nos esquecemos que são eles a voz da experiência, a fonte de sabedoria, e que devem ser amados e respeitados.
No momento estou cursando o Internato Metropolitano, no 11º período da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estou alocada no Centro de Saúde do Conjunto Santa Maria, em Belo Horizonte, e dentre outras atividades, atendo diariamente pacientes de todas as idades. É impressionante o tanto de idosos que recebemos que de fato, só querem um pouco de atenção, carinho, alguém que pare para ouvi-los um minuto. Chegam aos nossos consultórios com as mais diversas queixas, e muitas vezes elas se resumem em uma expressão: “Abandono, falta de carinho e atenção.” Tenha paciência com os idosos que te cercam, sejam eles seus pais, irmãos, avós ou vizinhos. Sente com paciência para ouvi-los. É gratificante ganhar um sorriso de um idoso que chegou triste ao consultório, se sentindo sozinho e abandonado. E o pior é pensar que a única atitude “fantástica” que tive foi dar atenção para o que ele estava falando, gastar um pouco do meu dia com os casos, memórias e dúvidas. Hoje, por exemplo, meu último atendimento foi à senhora E.G.F. 68 anos, mora sozinha, e chegou ao consultório com uma queixa de falta de ar e dor na nuca desde ontem. Fiz toda a entrevista médica e o exame físico completo, e não havia alterações significativas no exame. Pulmões limpos, ausculta cardíaca excelente. E não era que no final da consulta a dor da nuca e a falta de ar haviam desaparecido? Veja bem: não estou falando, em hipótese alguma, que todas as queixas de idosos resumem-se ao sentimento de solidão. Não é isso!
Faça a sua parte e assuma a responsabilidade. Gosto muito de uma frase do Dr. Rubén Hernández, um psiquiatra venezuelano reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho: “se nossos pais nos deram a oportunidade de nos formarmos e nos educarmos, nós temos a obrigação de oferecer-lhes os cuidados que necessitam ao final de suas vidas. A melhor terapia para vencer a solidão é a integração familiar”.























30/03/2010 ás 12:21
CONCORDO EM Nº, GÊNERO E GRAU!
MINHA FAMILIA É LIBANESA, E SEMPRE FOI ENSINADO AS NOSSAS GERAÇÕES, … ” QUE UMA FAMILIA QUE NÃO TIVER UM VELHO, TEM QUE ADOTAR UM”!
PORQUE SÓ A EXPERIENCIA QUE DÁ SABEDORIA, E COM ISSO O DISCERNIMENTO PRA TIRARMOS A “PÓS GRADUAÇÃO” DE VIVERMOS MELHOR!
ABRAÇOS
ZEZE NAJEM
30/03/2010 ás 12:22
CONCORDO EM Nº, GÊNERO E GRAU!
MINHA FAMILIA É LIBANESA, E SEMPRE FOI ENSINADO AS NOSSAS GERAÇÕES, … ” QUE UMA FAMILIA QUE NÃO TIVER UM VELHO, TEM QUE ADOTAR UM”!
PORQUE SÓ A EXPERIENCIA QUE DÁ SABEDORIA, E COM ISSO O DISCERNIMENTO PRA TIRARMOS A “PÓS GRADUAÇÃO” DE VIVERMOS MELHOR!
ABRAÇOS
ZEZE NAJEM
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