
Você já deve ter ouvido falar da sibutramina. A sibutramina é um medicamento usado no tratamento da obesidade que mantém por mais tempo dois neurotransmissores em nosso cérebro, a serotonina e a noradrenalina, gerando uma sensação de plenitude alimentar. Até então, a sibutramina têm sido usada naqueles pacientes que já estão com uma dieta hipocalórica adequada, e prática de exercícios físicos regular, e não conseguem perder mais peso. Assim, a sibutramina é indicada para pacientes obesos, com um índice de massa corporal inicial (IMC) maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2, na presença de outros fatores de risco (pressão alta, diabetes e alterações do colesterol ou triglicérides). Nestes pacientes a sibutramina funciona muito bem. Para aqueles que usam o medicamento, uma má-notícia.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, no dia 27 de janeiro, um alerta para os profissionais de saúde sobre o uso da sibutramina no Brasil. Um estudo, chamado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), mostrou um aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância. O que isso significa? Isso significa que as pessoas que usam sibutramina possuem mais chances de ter problemas de saúde relacionados ao coração e aos vasos sanguíneos, como infarto, derrame, parada cardíaca, dentre outros. Esses riscos aumentam em 16% nos pacientes que usam a sibutramina. E este estudo foi um estudo duplo-cego, controlado por placebo, e realizado por um período de 6 anos com 10.000 pacientes obesos. Ou seja, é um estudo confiável, e seus resultados devem ser valorizados!
O que este estudo fez foi confirmar, através de resultados consistentes obtidos em um grande número de pacientes, o que já estava advertido na bula do medicamento, que já alertava sobre os riscos de eventos cardio e cerebrovasculares com o uso da sibutramina. Tanto é que todos os pacientes que fazem uso de sibutramina devem ter a pressão arterial medida rigorosamente várias vezes durante todo o período de uso do remédio, pois um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento é o aumento da pressão. Por este motivo, inclusive, a sibutramina não deve ser utilizada por pacientes com história de doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias ou acidente vascular cerebral.
Para corroborar ainda mais o que o estudo citado mostrou, a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária recebeu desde o ano de 2005 37 notificações de suspeitas reações adversas graves decorrentes do uso de sibutramina. Destas, 14 eram reações adversas relacionadas a eventos cardiovasculares descritas na bula, como taquicardia, parada cardiorrespiratória, dor no peito, aumento da pressão arterial, arritmia, bradicardia e palpitação cardíaca.
Assim a ANVISA tomou a seguinte medida em caráter imediato:

“ Contra-indicar o uso de medicamentos contendo sibutramina para os
pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo em questão, ou
seja:
a) Pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou
antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
b) Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou
obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares; ”
Se você usa a sibutramina, converse com seu médico a respeito, e ele irá decidir com responsabilidade pela continuação do uso, ou pela substituição do medicamento por outras alternativas terapêuticas.
Referências
- Novas contra-indicações de uso da sibutramina
- Anvisa
- Saúde de SP alerta médicos e pacientes sobre a sibutramina
Credito das imagens:






















22/02/2010 ás 9:03
Agradeço as explicaçoes Dra. Tenha uma boa semana, e fique com Deus.
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