Doutor, me Explica?

Como funciona a Doação de Corpos para Instituições de Ensino

Publicado em 24/08/2009 por Maria Eduarda Bécho Freitas Arger

Como funciona a doação de corpos para instituições de ensino

A falta de cadáveres para ensino e pesquisa sempre foi um problema nos cursos da área de saúde no Brasil, principalmente no Curso de Medicina. Grande parte do conhecimento médico está fundamentado na anatomia humana, e os recursos tecnológicos disponíveis ainda não conseguiram (e provavelmente não vão conseguir) substituir o corpo humano.
Os cadáveres utilizados nas aulas de Anatomia Humana vêm de duas origens:

1) Cadáveres não reclamados
2) Doação espontânea de corpos (opção feita em vida pelo doador)

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, atualmente conta com um reduzido número de doadores. Se a situação ficar ainda mais precária, é possível que estudantes dos cursos da área de saúde de algumas instituições tenham que estudar em moldes artificiais, pela falta de cadáveres.

Como funciona a Doação de Corpos para Instituições de Ensino

A UFMG conta com um programa de doação de corpos que completou dez anos em junho 2009, chamado “Vida após vida”. De acordo com o Artigo 14 da Lei 010.406-2002 do Código Civil brasileiro é válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte para depois da morte. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.

O ato da doação beneficia a população como um todo, pois ajuda a capacitar médicos e outros profissionais da área de saúde. O conhecimento cirúrgico e a compreensão do mecanismo e tratamento de várias doenças depende, em parte, da visualização dos órgãos e estruturas do corpo humano.

Ao doar seu corpo, a pessoa poderá também ajudar a salvar outras vidas, pois se for viável, os órgãos do corpo doado poderão ser encaminhados para transplante. Por este motivo, a campanha “Vida após vida” trabalha em parceria com o MG Transplantes.

O cadastro para a doação de cadáveres é sigiloso e conduzido de maneira extremamente ética

Se optar realmente pela doação, a pessoa assina um termo de doação e recebe instruções sobre todos os procedimentos. Quando ocorre o falecimento, alguém responsável pelo falecido deve comunicá-lo imediatamente à Faculdade, para que todas as providências necessárias sejam tomadas. A doação após a morte, em todos os casos, só é efetivada com o consentimento da família. Por este motivo, é tão importante que o doador converse com sua família para que ela não só esteja ciente da opção pela doação, mas que concorde com ela.

Caso você tenha interesse na doação ou gostaria de saber um pouco mais sobre o processo, entre em contato com a Faculdade de Medicina da UFMG, pelo telefone (31) 3409-9632, e agende um encontro com um dos professores, que irão esclarecer todos os detalhes sobre o processo. Visite o  site do Programa “Vida após vida” . Colabore com a formação dos nossos médicos e salve vidas!

Referências

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Maria Eduarda Bécho Freitas Arger Maria Eduarda Bécho Freitas Arger
Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para ver o currículo Lattes

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  • • As informações disponíveis neste blog são de caráter exclusivamente informativo.

20 Comentarios para Como funciona a Doação de Corpos para Instituições de Ensino

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  1. Leonardo Bordoni disse:
    25/08/2009 ás 15:22

    Duda Doida Demais, fantásticos tanto a idéia como a estruturação do site!!! Li diversos artigos e prestei atenção especial neste, sobre doação de corpos. Minha única observação (e, mesmo assim, é picuinha…): a lei 10.406 de 10/01/2002 é o próprio Código Civil Brasileiro. Portanto, sugiro que coloque: lei tal (Código Civil Brasileiro). Bjão e parabéns!!!

  2. Zeca disse:
    27/08/2009 ás 16:05

    É só falar em remunerar a família pelo corpo que vai chover cadáver nas portas destas instituições. A área da medicina é uma das mais ricas, remunerar pelo corpo seria interessante (já que os médicos aprendem e depois nos cobram um monte de dinheiro pela cirurgia). Agora tem que ser bem regulamentada e cadáver não associado à algum tipo de crime. Sei que existe a lei sobre comercialização de órgãos mas acho hipocrisia, nos EUA pagam para vc doar sangue e nós aqui precisando de um monte de doador… e no mais, não acho grosseiro vender cadáver, atualmente mulheres e homens VIVOS se vendem com a prostituição e ninguém fala nada mesmo…

  3. jr disse:
    27/08/2009 ás 20:38

    So uma coisa que acho que deveria ser deixado clara no texto, quando uma das professoras aqui da ufpr foi pega levando corações do IML para aulas de anato-pato, muita gente falou que ela tava levando pra doação, ja inventaram estorias de mafia de transplantes. Como se fosse possivel pegar o coração de um corpo morto e transplantar em alguem. Orgão sao pegos de corpos vivos (as custas de maquinas) com cerebros mortos.

    Mas acho importante divulgar esse tipo de informação, pois a UFPR tb está com falta de peças de anatomia, estado crítico já.
    Já sobre a venda que a pessoa acima comentou, a universidade muitas vezes mal tem dinheiro pra comprar o formol que conserva as peças, imagina quanto uma familia cobraria pelo corpo de seu ente.

  4. Zeca disse:
    28/08/2009 ás 1:07

    Jr., dinheiro tem e tem aos montes… o problema que ele está na mão dos nossos terroristas, leia-se, políticos… inicia-se uma verba com R$ 1 milhão e depois de passar por 50 parasitas, chega uma verba para tal depto de R$ 1 mil… é muita gente metendo a mão. Mas em se tratando de universidades privadas (com hospital agregado), estão cheio da grana que não sabem nem onde enfiar… salvo o dono da Ulbra no RS que prefere colecionar carro do que o negócio fim…

  5. Gustavo disse:
    28/08/2009 ás 10:47

    Eu uma fez fui num centro de estudos da UnB e perguntei de onde eles recebiam os corpos. São corpos não reclamados, geralmente indigentes, pessoas que moram na rua, sem família.
    É indigno morrer e ser “usado” assim, mas enfim. É preciso, pela ciência não é?

  6. lianne disse:
    28/08/2009 ás 18:37

    olá ,,, tenho 33 anos , tenho muito interesse em doar meu corpo ´quando o tempo assim decidir …
    rsrsrs sempre disse que tinha pavor de ser enterrada, e a cremação éh cara , meus familiares já estão cientes , e a decisão maior cabe a mim , os mesmos já aceitarem minha decisão , kero saber com me cadastrar para a doação ,,,
    obrigada e aguardo resposta ….
    ………………………………..Sem mais, lianne !!!

  7. Gledson Santos disse:
    28/08/2009 ás 19:52

    È bom saber como funciona eu não tinha a menor ideia rsrs. boa matéria.

  8. denis disse:
    06/09/2009 ás 10:37

    ola,
    eu como leigo na area de medicia (paciente) achei interessante saber um pouco como voces estudam e de onde vem o material de estudos.
    lendo os comentários percebo que a area de vocês precisa de uma política funcional e mais divulgação sobre esses processos de doação, somente assim para não enfrentar esse tipo de problema e continuar a ter a qualidade de ensino.

  9. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    07/09/2009 ás 22:05

    Prezada Lianne,
    Caso você tenha interesse na doação ou gostaria de saber um pouco mais sobre o processo, entre em contato com a Faculdade de Medicina da UFMG, pelo telefone (31) 3409-9632, e agende um encontro com um dos professores, que irão esclarecer todos os detalhes sobre o processo. Se você não mora em Belo Horizonte, sugiro que ainda assim contacte a UFMG, que poderá te informar sobre outras universidades que possuem o mesmo tipo de programa. O site do programa da UFMG é http://www.medicina.ufmg.br/vidaaposvida/
    Espero ter sido útil!

  10. veralucia davim disse:
    23/09/2009 ás 23:16

    gostaria de doar meu corpo pára estudo,tenho certeza das dificuldafes enfrntadas pelo o pessoal sa area de saúde.Gotaria de ser útil a algém depois da passagem.
    Só ñ gostaria que essa doação fosse feita em natal, meu filho é professor de anatonia de uma faculdade, é anatomista, ñ queria chocal-lo, mais vou continuar persseguindo a minha ideia.Vou continuar no agurdo ,sei que terei um reposta e orientação breve.

    Um forte abraço

    obs: sou diabetica, mas me cuido

  11. maria lucia michalak disse:
    28/09/2009 ás 10:47

    como doar meu cadaver para ciencia moro em sao jose santa catarina por favor me imforme por e-mail muito obrigada

  12. Helena Narciso disse:
    16/10/2009 ás 9:52

    posso dor os orgão apos a morte cefalica e em seguida o cadarver para estudo isso e possivel.,pois e tudo que espero,minha familia esta de avisada e vai cumprir,tenho 52 anos e c/saude plena.Beijussss,helena

  13. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    17/10/2009 ás 12:15

    Prezada Helena,
    como dito no artigo, ao doar seu corpo, se for viável, os órgãos do corpo doado poderão ser encaminhados para transplante. Tanto é que as instituiçoes de ensino trabalham em parceria estreita com os órgãos governamentais responsáveis por transplantes.
    Um grande abraço,

  14. Giovana Mouroço disse:
    06/12/2009 ás 17:34

    Achei muito interessante ler o artigo sobre “doação de corpos” e os comentários, sou apenas um ser humano consciente da necessidade da falta de cadáveres para estudos, e além do mais não quero ser velada… Prefero, com certeza que meu corpo esteja em boas condições para ser útil para estudos. Só lamento morar no interir de São Paulo e não poder ajudá-los, mas tentarei por aqui. Valeu!!

  15. Elizabeth Fernandes disse:
    25/12/2009 ás 14:55

    preciso de um modelo de carta para doaçao de corpo
    em vida. Obrigado se puderem me mandar.

  16. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    25/12/2009 ás 22:39

    Prezada Elizabeth,
    infelizmente não possuo o modelo de carta que você está precisando. Sugiro que você entre em contato com o Programa Vida Após Vida, da UFMG, pois eles provavelmente poderão te mandar este modelo por e-mail. O telefone é (31)3409-9632, o email secdir@medicina.ufmg.br e o site http://www.medicina.ufmg.br/vidaaposvida/apresentacao.php
    Atenciosamente,

  17. Sueli A. Silva disse:
    15/01/2010 ás 11:11

    Eu quero doar meu corpo para estudo, após a minha morte. Gostaria de saber que providencia tomar para que isso aconteça de acordo com a minha vontade! Minha família concordam comigo. Que providencia tomar?
    “Eu não quero ser velada em nenhum instante”
    O que fazer?
    Moro em Goiânia-GO
    Obrigado!!

  18. MAJU SILVEIRA LOPES disse:
    05/02/2010 ás 13:36

    OLA TENHO 28 ANOS E SOU PORTADORA DE NEURO FIBROMATOSE E SEI QUE NAO A CURA AINDA PARA ESTA DOENÇA, NA MINHA FAMILIAMEU IRMÃO TAMBEM TEM E MINHA IRMÃ TAMBEM TINHA MAS ELA FALECEU A TRES MESES E NAO CONSEGUIMOS DOAR O CORPO POR QUE A MORTE FOI CAUSADA POR UM ACIDENTE DE CARRO, TODOS SOMOS DOADORES E GOSTARIAMOS DE SABER QUE PROVIDENCIA TOMAR, TEMOS A CONCIENCIA DE QUE UMA FACULDADE CHEGA A RECEBER CERCA DE UM CORPO A CADA 10 ANOS OU ATE MAIS. GOSTARIA QUE ESTA DOENÇA”NEURO FIBROMATOSE ” E MUITAS OUTRAS TIVESSEM SUA CURA ENCONTRADA,
    TENHO PAVOR DE PENSAR EM SER ENTERRADA OU CREMADAESTE TAMBEM E MAIS UM MOTIVO PARA A DOAÇAO!!
    POR FAVOR ME PASSEM AS INFORMAÇOES NESCESSARIAS E TAMBEM
    preciso de um modelo de carta para doaçao de corpo
    em vida. Obrigado se puderem me mandar.
    MUITO OBRIGADA!!
    MAJU LOPES

  19. Maria Eduarda Bécho Freitas Arger disse:
    07/02/2010 ás 18:57

    Prezadas Maju e Sueli,
    infelizmente não possuo o modelo de carta que você está precisando. Sugiro que você entre em contato com o Programa Vida Após Vida, da UFMG, pois eles provavelmente poderão te mandar este modelo por e-mail. O telefone é (31)3409-9632, o email secdir@medicina.ufmg.br e o site http://www.medicina.ufmg.br/vidaaposvida/apresentacao.php
    Atenciosamente,

  20. Marcela disse:
    23/02/2010 ás 17:30

    A eu queria tanto doar meu corpo *-* mais minha Familia jamais iriaa concorda com essa minha idéia.

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