É cada vez mais comum vermos mulheres criando seus filhos sozinhas, assumindo o papel de mãe e pai. Na maternidade em que estou cursando o meu Internato de Ginecologia e Obstetrícia, pela Universidade Federal de Minas Gerais, atendemos diariamente meninas e mulheres que estarão sozinhas na criação de seus bebês. Muitas dessas mulheres têm o apoio e respaldo de suas famílias, outras não têm a mesma sorte, e terão que passar por todos os obstáculos da criação de seu filho sozinhas, aos trancos e barrancos.
Imagino a dor de passar por uma gravidez sozinha… De não ter com quem dividir medos, anseios, expectativas… Mulheres que passam por isso são guerreiras, vencedoras. É por esse motivo que não gosto da expressão “mãe solteira”, que traz em si uma conotação pejorativa. Temos que dar a devida honra e crédito às mulheres que vão à luta e criam seus filhos sem a presença paterna diária, independente do motivo. Seja por decisão de ter um filho sem a presença do pai, seja por abandono, divórcio ou até mesmo pela morte do marido.
A missão de sustentar, educar, guiar, orientar, acompanhar e dar amor não é fácil, exige coragem, determinação e força de vontade. A maioria dessas mulheres trabalham em período integral, e ao chegar em casa ao final do dia, elas se dedicam ao filho, seja através de brincadeiras, conversas, leituras, ajudas nas tarefas escolares e orientações com a higiene.
Uma questão muito delicada diz respeito a como essa criança deve ser apresentada à ausência do próprio pai. A criança sabe, no universo dela, que para seu nascimento foi necessário um pai, e para se formar como indivíduo ela deve saber a história de seu pai. Não uma história inventada, mas a verdade. Esse assunto não deve ser tratado como um tabu, a mãe deve explicar ao seu filho o que aconteceu com sinceridade. Isso inclui os casos em que o pai se ausentou e não quis, por opção pessoal, assumir o papel de pai. Obviamente, tais questões devem ser conversadas de uma maneira cuidadosa, e se possível, com orientação profissional de um psicólogo. É fundamental respeitar a figura de um pai, mesmo com seus defeitos, pois da imagem que a criança tem da figura paterna algumas características de sua personalidade poderão se desenvolver.
Embora seja bem menor do que há 50 anos atrás, a discriminação social contra mães solteiras ainda existe, inclusive de forma velada. Não tenha preconceitos, independente das crenças e valores de cada um, não julgue. Enxergue que mulheres que criam seus filhos sozinhos são vencedoras, mulheres de fibra, e elas merecem a nossa admiração. Não tenho filhos ainda, mas tenho certeza de que ser mãe não é fácil! A todas as mulheres que encaram a difícil tarefa de ser mãe, a minha admiração e respeito! Vocês merecem!
























03/12/2009 ás 12:59
Maria Eduarda,
Ótimo artigo!
Sou educadora e no dia-a-dia lido com esse tipo de “problema” em relação a estrutura familiar das crianças, o que na verdade, influencia muito no desenvolvimento delas. mas como você relatou,se o ambiente é bem estruturado as coisas fluem de forma normal, apesar de que não é uma tarefa fácil criar um filho, principalmente sozinha.
A meu ver, o termo ideal para substituir “mãe solteira” é MÃE GUERREIRA.
Mais uma vez, PARABÉNS pelos artigos.
Beijos
03/12/2009 ás 17:10
obrigada pelo prestígio, Dea!
e vc ta me devendo um artigo ne maninha?
bjosssssssssss
16/02/2010 ás 14:53
Olá Maria Eduarda!!!
Achei muito bacana e VERDADEIRA essa sua matéria….
eu como Mãe “independente” agradeço de coração os
elogios atribuidos a todas nós… mães de fibra e coragem!
Só nós sabemos o quanto é dificil criar um filho sozinha!
Grande abraço.
21/02/2010 ás 20:29
De fato, mães independentes são guerreiras e merecem toda a nossa admiração!!!
Parabéns pra vc!
Atenciosamente, e um grande abraço,
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