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Ministério da Saúde divulga cronograma de vacina contra a gripe suína

Publicado em 28/01/2010 por Maria Eduarda Bécho Freitas Arger

Nesta terça feira, dia 26/01/2010, o ministro da Saúde José Gomes Temporão, anunciou para a população e a imprensa a estratégia nacional de enfrentamento à Influenza A (H1N1). Serão quatro etapas de vacinação, entre 8 de março deste ano e 7 de maio também deste ano.

E qual o objetivo desta ação? O objetivo é imunizar no mínimo 62 milhões de pessoas contra a gripe suína, que já é uma pandemia. O objetivo não é evitar a disseminação do vírus em território nacional, pois ele já está presente em 209 países, segundo a Organização Mundial de Saúde. Os serviços de saúde continuarão funcionando normalmente no atendimento dos casos de gripe suína, mas com a vacinação espera-se reduzir também o número de casos graves e óbitos pela doença.

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Quantas doses o Ministério da Saúde adquiriu da vacina?

83 milhões de doses da vacina, sendo que uma parte dessa quantia será reservada para o caso de alterações epidemiológicas no inverno ou à necessidade de se alterar o público-alvo. Cada estado e o Distrito Federal receberão um número de doses proporcional à população dos grupos considerados prioritários. A distribuição das vacinas aos municípios será feita pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

Quem são os grupos prioritários e como eles foram definidos?

A vacinação dos grupos prioritários obedece os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda a imunizacao dos seguintes grupos: trabalhadores dos serviços de saúde, indígenas, grávidas e pessoas com doenças crônicas. O Ministério da Saúde ampliou ainda mais estes critérios e incluiu também como grupos prioritários crianças entre 6 meses e 2 anos e adultos de 20 a 29 anos. Esses dois grupos foram os que apresentam os casos mais graves de doença respiratória, com o maior registro de óbitos. A inclusão destes grupos prioritários é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Conselhos de Secretários Estaduais (CONASS) e Municipais (CONASEMS) de Saúde e o Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Sem dúvida, será muito benéfico para a população brasileira a inclusão desses 2 grupos nos grupos prioritários de vacinação.

E como será a vacinação?

Como já foi explicado, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal receberão um número de doses da vacina proporcional à população dos grupos prioritários, e a distribuição será feita pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Os locais de vacinação serão definidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e serão divulgados para a população de cada região. A imunização será realizada ao mesmo tempo em todo o Brasil. Serão 36 mil salas de vacina, nos 26 estados e no DF. As pessoas dos grupos indicados devem comparecer às unidades de saúde com a carteira de vacinação e documento de identidade. E lembre-se: A vacina é contra-indicada a quem tem alergia a ovo.

PRIMEIRA FASE DE VACINAÇÃO

Data: 8 a 19 de março de 2010

Público-alvo:

• Trabalhadores da rede de atenção à saúde (médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica e na resposta à pandemia)

• Indígenas (a vacinação deste grupo será em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa))

SEGUNDA FASE DE VACINAÇÃO

Data: 22 de março a 22 de abril

Público-alvo:

• Grávidas em qualquer período da gestação

• Pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente).

• Crianças com idade entre 6 meses a 2 anos: receberão meia dose da vacina e, após 21 dias, tomarão a outra meia dose.

Saiba sobre as condições crônicas que entram como critério para a vacinação nesta etapa:

• Obesidade grau 3 – antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);

• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);

• Formas graves de asma

• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;

• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);

• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);

• Diabetes mellitus;

• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);

• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);

• Doença hematológica (hemoglobinopatias);

• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);

• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;

• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

TERCEIRA FASE DE VACINAÇÃO

Data: 05 a 23 de abril

Público-alvo: adultos de 20 a 29 anos

QUARTA FASE DE VACINAÇÃO

Data: 24 de abril a 7 de maio

Público-alvo: idosos com doenças crônicas

Obs.: Esta etapa coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nessa época, os idosos serão vacinados para a gripe comum, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe suína H1N1.

“Se houver alterações na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados numa quinta etapa da estratégia de imunização. ”

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Novas regras para o Oseltamivir

A partir deste ano, o Oseltamivir poderá ser adquirido na rede pública de saúde com a retenção de receita médica, lembrando que a prescrição médica terá validade de cinco dias. Ou seja, o médico receitou o medicamento, o paciente terá então 5 dias para comparecer ao local de retirada do medicamento. O objetivo do Ministério da Saúde com essas medidas é evitar a automedicação,a venda livre e indiscriminada do medicamento, para a segurança da população, numa tentativa de manter a pandemia sob controle e para que o vírus não crie resistência ao Oseltamivir, o que pode acontecer se ele for usado de forma desnecessária, indiscriminadamente. Para saber mais, leia a resolução 70 da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), publicada no Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 2009.

Para saber mais, visite o site do Ministério da Saúde

Referências

Créditos das imagens

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Maria Eduarda Bécho Freitas Arger Maria Eduarda Bécho Freitas Arger
Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para ver o currículo Lattes

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