Provavelmente você já ouviu falar de como é pesada a carga horária dos acadêmicos de Medicina. Passar no Vestibular é só o começo: daí para frente, o volume de matéria aumenta assustadoramente e como a carga horária é integral, o nosso tempo livre diminui, e muito!
Atualmente estou no décimo período do curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cursando o Internato em Medicina de Urgência e Traumatologia. A nossa carga horária chega a ser extenuante. Além das atividades de atendimento e plantões nos pronto-socorros e pronto-atendimentos, aulas e grupos de discussão na faculdade, ainda temos que absorver um extenso volume de matéria, cujo conhecimento é indispensável para a formação de um bom médico.
Sempre adorei ambientes de trabalho estressantes (claro que de maneira saudável), então para mim atender em urgências e emergências é fascinante. O paciente está na sua frente, e você tem apenas alguns segundos ou minutos para avaliá-lo e, em alguns casos, intervir, para que o paciente não tenha uma piora do seu estado clínico ou evolua para óbito. Nesta hora é necessário lançar mão, rapidamente, dos conhecimentos adquiridos nos livros, formular um raciocínio clínico e intervir.
Trauma é a “doença” que mais mata no Brasil e por este motivo, o Internato em Medicina de Urgência e Traumatologia da Faculdade de Medicina da UFMG precisa ser reestruturado. Temos apenas três meses para aprender e vivenciar os conteúdos, e ao final desse período espera-se que estejamos capacitados para “reconhecer, atender e tratar as principais situações comuns na urgência e emergência clínicas, cirúrgicas e traumatologias.”Ainda que haja extrema dedicação, seriedade e empenho da parte dos alunos para absorver todo o conteúdo, não saímos do Internato seguros de que sabemos o que precisamos para atender em um Pronto-Socorro ou em um Pronto-Atendimento.
Várias mudanças já foram implementadas, graças ao manifesto dos estudantes e ao empenho dos coordenadores docentes e professores do Internato. Outras mudanças ainda são necessárias, como por exemplo, o aumento do tempo do Internato de 3 para 6 ou 12 meses. Enquanto tais mudanças não são instituídas (e provavelmente este processo será longo, pois uma reforma curricular é necessária), nós, estudantes, continuamos a tentar o que parece ser impossível: aprender, em apenas 3 meses, tudo o que um médico precisa saber para atender um paciente acidentado, ou infartado, ou em crise asmática, ou convulsiva…
Apesar das dificuldades, mesmo exaustos, estamos perseverando. O nosso objetivo? Sermos excelentes médicos, comprometidos com a sociedade e preparados para atender as mais diversas situações de urgência e emergência.

























22/11/2009 ás 18:18
Oii, tudo bom?
tenho 13 anos, e desejo muito no futuro ser médica!
é meu sonho, desde pequena!
Essa “história” de conhecer um pouco do cotidiano de um médico foi muito bom para mim, assim sei com o que eu irei passar no meu dia a dia :D muito obrigada!
Abraços!
11/12/2009 ás 6:52
Olá Maria Eduarda,
Gostei do teu Twitter… cheguei até aqui quando estava pesquisando manobras de reposicionamento labiríntico e até já me atrevi a fazer um comentário em tua página, para uma pessoa que fez uma viagem de navio e após isso, adquiriu um quadro labirintico permanente. Quem sabe não é o caso que sugerí ?
Abraços e parabéns pela iniciativa.
Rogerio Figueiredo
Médico ORL – Rio de Janeiro.
25/12/2009 ás 13:57
Prezado Dr. Rogério Figueiredo,
em primeiro lugar agradeço a sua contribuição como especialista (ORL) ao nosso blog e pela cordialidade! Agradeço também a sua visita e os elogios ao nosso trabalho. É um privilégio ter visitantes como você em nosso blog! Gostaria de aproveitar a oportunidade e convidá-lo para escrever um artigo sobre um assunto de seu interesse para o http://www.doutormeexplica.com.br. O que acha? Um grande abraço, e aguardo o retorno,
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