Doutor, me Explica?

Uma lição de vida

Publicado em 24/11/2009 por Maria Eduarda Bécho Freitas Arger

Uma lição de vida

Neste exato momento estou em casa sem luz. Está chovendo muito em Belo Horizonte (MG), e sempre que cai um temporal desses a luz no meu bairro cai. Ainda bem que a bateria do computador dura pelo menos duas horas.

Como já contei pra vocês anteriormente, tenho um cachorrinho chamado Pudo. O motivo deste nome? Ele é um cachorrinho que parece muito um cão da raça Poodle, mas não temos certeza se é um Poodle original. Algumas características anatômicas do meu cãozinho diferem das características-padrão da raça Poodle. Daí veio o nome Pudo.

Uma lição de vida

O Pudo é um cãozinho que foi abandonado no meio de uma rodovia por uma família qualquer, que, cruelmente, não o queria mais e provavelmente o colocou lá para que ele fosse atropelado e morresse. Felizmente, um caminhante de bom coração viu a cena, pegou o Pudo no colo e ficou esperando que aquele carro que havia aberto a porta e jogado o Pudo para fora voltasse, mas obviamente o carro não voltou. Esse senhor levou o Pudo para a Associação Cão Viver, uma associação que acolhe cães abandonados e que sofreram maus-tratos. Eu e meu namorado, André Rubens, adotamos o Pudo.

Uma lição de vidaHoje refleti um pouco sobre medo, insegurança e ansiedade, depois de várias conversas sobre isso com o André. Como disse, está chovendo muito aqui, e cães têm muito medo de temporais e trovões. O Pudo não está com medo. Ele está seguro no meu colo, e sabe que nada de mal vai acontecer com ele, pois sabe que eu o protejo. Muitas vezes eu, Maria Eduarda, não sei agir como o Pudo. Muitas vezes não consigo ficar tranqüila ainda que esteja amparada pelas pessoas que me amam e querem o meu bem. E observo que muitas pessoas são como eu, deixam que o medo e a ansiedade falem mais alto, e sofrem desnecessariamente.  É uma questão que já comecei a trabalhar em minha vida, e preciso trabalhar muito ainda. Ir fundo nas raízes da insegurança, do medo, para o meu próprio bem. Quantas e quantas vezes eu sofro antecipadamente, e em grande parte das vezes o que eu temia nem acontece. É um dispêndio de tempo e energia desnecessário. Mas como diria o André, o primeiro passo eu já dei, ter a consciência de que isto é um problema e que ele precisa ser trabalhado. E que no final deste processo eu tenha a tranqüilidade e a serenidade do Pudo em uma tempestade…

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Maria Eduarda Bécho Freitas Arger Maria Eduarda Bécho Freitas Arger
Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para ver o currículo Lattes

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