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	<title>Doutor, me Explica?</title>
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	<description>Dúvidas médicas respondidas de forma clara e objetiva</description>
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		<title>Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 16:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você deve ter lido este título e pensado: mas desde quando bebês cantam? Sim, eles cantam! Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que as manifestações vocais das crianças até 5 anos pode ajudar no diagnóstico precoce de problemas de cognição, ou seja, problemas no desenvolvimento da inteligência, na capacidade da criança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/canto-dos-bebes-pode-refletir-desenvolvimento-da-inteligencia/"><img class="aligncenter size-full wp-image-866" title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/post_topo2.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a></p>
<p style="text-align: left"><a title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/canto-dos-bebes-pode-refletir-desenvolvimento-da-inteligencia/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-868" style="margin: 4px" title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/mother-baby-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="left" /></a>Você deve ter lido este título e pensado: mas desde quando bebês cantam? Sim, eles cantam! Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que as manifestações vocais das crianças até 5 anos pode ajudar no diagnóstico precoce de problemas de cognição, ou seja, problemas no desenvolvimento da inteligência, na capacidade da criança de processar informações, de perceber e reagir aos estímulos externos (do mundo) e internos (de si mesma).</p>
<p>A pesquisa mostra que a música cantada pela criança de forma espontânea varia de acordo com a idade, e a evolução deste canto é previsível, já sendo bem conhecida por profissionais de música.<span id="more-865"></span></p>
<p><a title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/canto-dos-bebes-pode-refletir-desenvolvimento-da-inteligencia/"><img class="alignright size-full wp-image-867" style="margin: 4px" title="Canto dos bebês pode refletir desenvolvimento da inteligência" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/singing_baby.jpg" alt="" width="133" height="200" align="right" /></a>A pesquisa propõe que esse canto seja aceito cientificamente como uma expressão do desenvolvimento. Quando você leva seu filho ao pediatra, ele avalia o desenho de seu filho, seus movimentos, o desenvolvimento da fala. Se os achados desta pesquisa forem aceitos na comunidade científica, haverá um protocolo dirigido aos profissionais de saúde que permitirá aos profissionais avaliarem o desenvolvimento da inteligência da criança por meio do canto.</p>
<p>Hoje em dia, esse canto espontâneo não é valorizado nem usado pelos profissionais de saúde como uma ferramenta na avaliação e atendimento de crianças. “O comportamento infantil diferente do esperado pode indicar alguma problema ou dificuldade no desenvolvimento”, fala a professora Maria Betânia Parizzi Fonseca, professora coordenadora do estudo. Dessa forma, um problema no desenvolvimento da inteligência da criança poderá ser detectado muito mais cedo.</p>
<p>Ouça e note a diferença do canto de crianças de diferentes faixas etárias:</p>
<p><strong>De 7 a 8 meses: <a href="http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebesmeses.asx">http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebesmeses.asx</a></strong></p>
<p><strong>2 anos: <a href="http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebes2anos.asx">http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebes2anos.asx</a></strong></p>
<p><strong>5 anos:  <a href="http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebes5anos.asx">http://streaming.medicina.ufmg.br/dccantobebes5anos.asx</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Para saber mais sobre o projeto, acesse: <a href="http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=11031">http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=11031</a></p>
<p>Créditos das imagens</p>
<p><a href="http://www.sxc.hu/photo/812012">mapelc</a></p>
<p><a href="http://classroom.springisd.org/webs/robinco/upload/singing_baby.jpg" target="_blank">singing baby</a></p>
<p><a href="http://images.parenthood.com/mother-baby.jpg" target="_blank">mother and baby</a></p>
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		<title>Mito ou verdade: Abacaxi “queima” gordura?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 16:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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Pergunta enviada por A.G.G., nosso leitor, em 23/02/10
MITO. O abacaxi é um alimento ácido, e por isso ele estimula a secreção do suco gástrico, que contêm enzimas que atuam na digestão. Entretanto, a maior parte da digestão das gorduras ocorre no intestino, que não é ácido. E ainda que o abacaxi realmente ajudasse na digestão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a title="Mito ou verdade: Abacaxi “queima” gordura?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/mito-ou-verdade-abacaxi-“queima”-gordura/"><img class="aligncenter size-full wp-image-862" title="Mito ou verdade: Abacaxi “queima” gordura?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/post_topo1.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a></p>
<p><strong>Pergunta enviada por A.G.G., nosso leitor, em 23/02/10</strong></p>
<p><strong>MITO. </strong>O abacaxi é um alimento ácido, e por isso ele estimula a secreção do suco gástrico, que contêm enzimas que atuam na digestão. Entretanto, a maior parte da digestão das gorduras ocorre no intestino, que não é ácido. E ainda que o abacaxi realmente ajudasse na digestão das gorduras, o efeito final seria o ganho de peso, e não o emagrecimento. Ele aceleraria o processo digestivo e a absorção das gorduras do intestino para o sangue seria ainda mais rápida.<span id="more-861"></span></p>
<p><a title="Mito ou verdade: Abacaxi “queima” gordura?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/mito-ou-verdade-abacaxi-“queima”-gordura/"><img class="alignright size-full wp-image-863" style="margin: 4px" title="Mito ou verdade: Abacaxi “queima” gordura?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/266077_9685.jpg" alt="" width="183" height="115" align="right" /></a>O que é verdade mesmo é que o abacaxi possui uma enzima chamada <strong>bromelina, </strong>que facilita a digestão de proteínas. Por este motivo a fruta é muito usada para “amaciar carnes”, o que é muito diferente de “cortar gordura”. Podemos dizer sim que o abacaxi ajuda (e muito!) na digestão das proteínas (uma excelente pedida após um rodízio de carne), mas ele não tem um papel importante na digestão das gorduras!</p>
<p>Então, não se iluda, o abacaxi não “queima gorduras”, apesar de ser um alimento super saudável, com alto teor de fibras, carboidratos, vitaminas A, B1, C, antioxidantes, água e vários minerais, principalmente potássio, magnésio e cálcio. Também é rico em fósforo e ferro.</p>
<p>Além disso, 2 fatias da fruta contêm aproximadamente 70 kcal, o que torna o abacaxi uma excelente opção para pessoas em dietas de emagrecimento.</p>
<p>Referências</p>
<ul>
<li>Dieta, Nutrição e Câncer / editor Dan Linetzky Waitzberg. – São Paulo: Editora Atheneu, 2006 – Págs.: 266-267</li>
<li><a href="http://www.rgnutri.com.br/alimentos/propriedades/abacaxi.php">Abacaxi &#8211; Calorias &amp; Nutrientes &#8211; Propriedade dos Alimentos</a></li>
<li><a href="http://www.grazielanutricao.com/abacaxi.htm">Mitos e verdades: Abacaxi emagrece?</a></li>
<li><a href="http://www.bookbrasil.com.br/books/ABACAXI.PDF">Abacaxi &#8211; Composição Química</a></li>
<li><a href="http://www.guiadanutricao.com/2009/06/trofeu-abacaxi.html">Guia da nutrição &#8211; Troféu abacaxi</a></li>
<li><a href="http://emedix.uol.com.br/dia/ali008_1f_abacaxi.php">Valor nutricional dos alimentos</a></li>
<li><a href="http://julianatoledodefaria.blogspot.com/2010/02/abacaxi-emagrece-verdade-ou-mentira.html">Abacaxi emagrece: verdade ou mentira</a></li>
</ul>
<p>Créditos das imagens</p>
<ul>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/266077">shOdan</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/28616">sphaera</a></li>
</ul>
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		<title>Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[

Hoje o “Doutor, me explica?” tem o prazer de entrevistar a Professora Maria Inês Boechat Gomes, médica, atualmente professora de Anatomia da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora– SUPREMA. É professora aposentada da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também da área de Morfologia – Anatomia.

1)  “Dr., me explica”- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/profª-maria-ines-fala-sobre-sua-experiencia-com-estudantes-de-medicina"><img class="aligncenter size-full wp-image-858" title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/estudante_medicina.jpg" alt="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" width="508" height="109" /></a></p>
<p><a title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/profª-maria-ines-fala-sobre-sua-experiencia-com-estudantes-de-medicina"><img class="alignleft size-full wp-image-853" title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/foto-entrevista.jpg" alt="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" width="83" height="85" /></a></p>
<p>Hoje o “Doutor, me explica?” tem o prazer de entrevistar a Professora Maria Inês Boechat Gomes, médica, atualmente professora de Anatomia da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora– SUPREMA. É professora aposentada da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também da área de Morfologia – Anatomia.</p>
<p style="margin-top: 25px">
<h2><span id="more-850"></span>1)  “Dr., me explica”- Em primeiro lugar, gostaríamos de saber quando você descobriu a sua paixão pelo ensino e como começou a dar aulas.</h2>
<p>A paixão pela sala de aula começou nos meus tempos de monitoria.  Incentivada por meu mestre, fui monitora de anatomia durante todo o curso e pouco depois de minha formatura, iniciava minha carreira docente na Universidade Federal de Juiz de Fora. A docência, depois de formada, só fez crescer esta profissão de educadora que decidi abraçar. Sim, educadora, muito mais que professora, pois temos de nos preocupar não apenas com o conteúdo, mas em formar profissionais éticos e compromissados, capazes de analisar fatos, terem um juízo crítico e serem formadores de opinião. Este trabalho de formação com os alunos precisa começar bem cedo, no início do curso. Amadurecer como pessoa não é uma disciplina do currículo. É algo que precisa ser construído durante todo o curso.</p>
<h2>2)  “Dr., me explica”- Por que a escolha pela Anatomia?</h2>
<p>Meu caso com a Anatomia foi um caso de amor à primeira vista. Desde quando iniciei meu curso médico em 1965, adorei Anatomia. Meu mestre foi o Prof. Hildegardo Rodrigues, discípulo do Prof. Liberato Didio. Todo tempo livre estava pelo anatômico. Tive um excelente mestre no puro sentido da palavra, que me incentivou muito e fez cada vez este amor crescer e criar raízes profundas. Até hoje, tantos anos depois, o prazer que sinto em estar no Anatômico com meus alunos, em dissecar, é indescritível.</p>
<h2>3) “Dr., me explica”- Com toda a sua experiência profissional, você consegue traçar um “perfil” do aluno do curso de Medicina? Você acha que para ser médico, a pessoa precisa ter em sua personalidade determinadas características?</h2>
<p><a title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/profª-maria-ines-fala-sobre-sua-experiencia-com-estudantes-de-medicina"><img class="alignleft" title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/medical-students.jpg" alt="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" width="120" height="122" /></a></p>
<p>Alunos do curso de Medicina têm, em sua maioria, um perfil que demonstra, desde o início do curso, uma empolgação com a profissão. Por outro lado, são, na maioria, tensos, preocupados com o futuro, em dar certo na profissão, em conseguirem se dividir entre as inúmeras tarefas que o curso impõe a eles. Muitos deixam de lado hábitos saudáveis como tocar um instrumento, ler, fazer aulas de outras áreas, praticar um esporte de forma saudável por esta ansiedade de querer “dar conta” daquilo que o curso impõe. Procuro sempre incentivar meus calouros a não deixarem estes hábitos e a se preocuparem com sua cultura geral, em ter um hobby ou um lazer saudável que os tire um pouco daquele foco que sempre acaba determinando uma “zona de stress” que nada acrescenta.</p>
<p>Acho que o médico necessita, sim, de algumas características. Em primeiro lugar, uma capacidade de estudar, estudar sempre. Esta disciplina do estudo hoje é fundamental para um profissional atualizado e nem todos têm. Além disso, outros valores como a paciência, a capacidade de ouvir e falar na hora certa, não só para os pacientes e familiares, mas também com colegas de equipe, a capacidade do trabalho em grupo, a humanização das relações interpessoais são fundamentais para um bom trabalho médico.</p>
<h2>4)  “Dr., me explica”- Sabemos que os estudantes de Medicina sofrem vários tipos de pressão. Além da extensa e extenuante carga horária do curso, exige-se muita dedicação, estudo, determinação e coragem para lidar com as mais variadas situações. O aluno tem que saber lidar com a vida e com a morte, ainda muito jovem. O que você acha da pressão sofrida pelos alunos e como eles têm enfrentado essa pressão?</h2>
<p>A pressão existe sim e sempre existiu. Não é fácil esquecer o primeiro contato com a morte de um paciente, com a dor e o sofrimento. É difícil, no início, perceber nossa impotência, que médicos não são deuses, são limitados na própria profissão e conviver com estes limites não é fácil. Por outro lado, as faculdades atualmente têm procurado trabalhar mais as questões psicossociais de seus alunos. A faculdade onde trabalho, por exemplo, possui em serviço de apoio psico-pedagógico aos alunos que procuram espontaneamente ou são encaminhados pelos professores.  Observo que já existe uma aceitação do aluno por este apoio. Por outro lado, toda esta vivência, mesmo traumática às vezes, faz os alunos, em sua maioria, se tornarem pessoas mais maduras e, portanto, mais capazes de exercer sua profissão. Na verdade, precisamos aprender, desde cedo, que a ciência da vida está no equilíbrio.</p>
<h2>5) “Dr., me explica”- Vários estudos mostram uma elevada taxa de suicídios entre médicos e estudantes de Medicina. Um estudo recente apontou também sintomas de depressão entre 79% dos estudantes de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).</p>
<p>Por que os médicos e estudantes de Medicina, na sua opinião, estão mais sujeitos a sofrerem desses transtornos mentais?</h2>
<p><a title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/profª-maria-ines-fala-sobre-sua-experiencia-com-estudantes-de-medicina"><img class="alignright size-full wp-image-857" title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/30404_MedicalStudent.jpg" alt="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" width="120" height="126" /></a></p>
<p>Acho que por toda esta pressão que já comentamos. Alguns alunos não têm maturidade ou apoio para enfrentarem toda esta carga e acabam por desenvolver sintomas depressivos ou outros transtornos mentais. Também há casos onde doenças pré-existentes se desencadeiam quando esta pressão se faz presente. O importante é que professores estejam atentos para observar estes sintomas precocemente e possam encaminhar estes alunos para um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.</p>
<h2>6) “Dr., me explica”- A forma de pensar e a forma de encarar a vida do estudante de Medicina mudou, desde que você começou a dar aulas?</h2>
<p>Acho que na essência não. Alguns têm um discurso pessimista sobre a juventude atual, mas não penso assim. Vejo jovens estudantes compromissados com seu estudo, preocupados com a qualidade de sua formação. Por outro lado, alunos menos dedicados sempre existiram e sempre existirão em todas as faculdades.  O tempo se encarregará de mostrar a eles que não se é bem sucedido numa profissão sem amor e dedicação. Valores como dinheiro e fama sempre foram importantes para alguns e continuam sendo. Mas, alunos com paixão pela Medicina e procurando valores éticos, respeito aos pacientes, também se mesclam e são estes que nos mostram que ainda vale a pena investir em tentar ajudá-los nessa busca.</p>
<h2>7) “Dr., me explica”- Qual mensagem você gostaria de deixar para os jovens que estão pensando em optar pela carreira médica?</h2>
<p>A medicina sempre foi e continua sendo uma profissão fascinante.  Nela podemos tomar vários caminhos, de acordo com cada especialidade. Uma profissão que lida com o ser humano no seu momento de fragilidade necessita ser exercida com um amor especial. Hoje a Medicina não tem seu glamour nem o status de antigamente, mas, se você realmente gostar e exercê-la com paixão, tudo mais virá por acréscimo.</p>
<p style="text-align: center"><a title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/profª-maria-ines-fala-sobre-sua-experiencia-com-estudantes-de-medicina"><img class="aligncenter" title="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/42.jpg" alt="Profª Maria Inês fala sobre sua experiência com estudantes de Medicina" width="400" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: left"><strong>Credito das imagens</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.topnews.in/">TopNews</a></li>
<li><a href="http://www.youthcentral.vic.gov.au/">Youth Website</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 14:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje o “Doutor, me explica?” tem o privilégio de entrevistar a nossa leitora Ana Paula Veríssimo Florezi, 27 anos. A Ana teve o diagnóstico de Esclerodermia com 18 anos. Se você tem a esclerodermia ou possui algum familiar com a doença, entre na REDE AJUDAR, um espaço criado para a troca de experiências entre quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/entrevista-com-a-ana-paula-nossa-leitora/" title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora"><img class="size-full wp-image-848 aligncenter" title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/entrevista_ana.jpg" alt="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" width="508" height="109" /></a></p>
<p style="text-align: left">Hoje o “Doutor, me explica?” tem o privilégio de entrevistar a nossa leitora Ana Paula Veríssimo Florezi, 27 anos. A Ana teve o diagnóstico de Esclerodermia com 18 anos. Se você tem a esclerodermia ou possui algum familiar com a doença, entre na <a href="http://redeajudar.ning.com/">REDE AJUDAR</a>, um espaço criado para a troca de experiências entre quem tem esclerodermia, seus familiares e amigos. O “Doutor, me explica?” abraça a causa da <a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-e-a-esclerodermia/">ESCLERODERMIA</a>. Para saber mais sobre a esclerodermia, visite:  <a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-e-a-esclerodermia/">O que é a esclerodermia?</a><span id="more-838"></span></p>
<h2>1) Como você descobriu que tinha a esclerodermia, Ana Paula?</h2>
<p>Os primeiros sinais e sintomas apareceram durante um inverno, onde as minhas mãos ficavam cianóticas (roxas, devido a uma falta de oxigênio no sangue) e eu sentia muitas dores nas extremidades das mãos e pés, mas desse episodio até se chegar ao diagnostico de Esclerodermia além de ter demorado muito ainda fui tratada como se tivesse Lúpus, que é um tratamento bem diferente. Dos 10 anos que se descobriu que eu tinha algum problema de saúde, demorou-se 4 anos para se descobrir qual era.</p>
<h2>2) Como você encarou o diagnóstico da doença? Como se sentiu?</h2>
<p><a title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/entrevista-com-a-ana-paula-nossa-leitora"><img class="alignright size-full wp-image-840" title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/auto-ajuda-aumente-forca-interior-460x345-br.jpg" alt="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" width="130" height="98" /></a><br />
Antes mesmo do diagnóstico da doença, quando os primeiros sintomas apareceram, eu já me sentia mal, pois a minha vida sofreu alterações, que eu não queria e nem concordava, mas que me foram impostas e eu tinha que aceitá-las se desejasse ter uma qualidade de vida melhor.</p>
<h2>3) Desde a data do diagnóstico, o que mudou na sua vida?</h2>
<p>Praticamente tudo. Eu não posso ter a vida normal de uma pessoa de 27 anos, trabalhar, cuidar da casa, etc. Quando ESTOU BEM, ainda preciso da ajuda da minha mãe, às vezes até para realizar pequenas tarefas. Não posso me submeter às temperaturas baixas, ou seja, sair de casa no inverno é impossível e mesmo em casa é muito difícil. Além da rotina de medicamentos, que são muitos e das constantes visitas aos médicos e dos exames. Agora quando NÃO ESTOU BEM, preciso de auxilio para tudo, além das dores. Sem falar nas mudanças físicas, como o emagrecimento, a mudança facial, e juntando tudo isso afeta muito o psicológico, deixando à auto-estima baixíssima.</p>
<h2>4) Como você convive com a esclerodermia hoje? Ela afeta as suas atividades diárias?</h2>
<p>Convivo melhor hoje em dia, tento me adaptar a ela, apesar de ser extremamente difícil. Ela afeta sim, todas as minhas atividades, não posso trabalhar, não posso ter contato com água fria, com temperaturas baixas, não tenho nenhum tipo de resistência física para realizar nenhuma tarefa que exija um mínimo de esforço.</p>
<h2>5) Você percebe algum tipo de discriminação ou preconceito por causa da doença?</h2>
<p>Não. O que percebo é a falta de instrução, não por leigos, que não tem obrigação nenhuma de ter conhecimento sobre a doença, mas por parte dos profissionais da área da saúde. Como por exemplo, em uma visita ao hospital por causa de fortes dores nas extremidades das mãos, o médico plantonista sugeriu que fizéssemos uma imersão em água fria e em seguida em água quente, sendo que quem tem a Síndrome de Raynaud (associada à Esclerodermia, como eu), não pode em hipótese nenhuma ter esse contato com água fria, ainda mais quando está com muita dor, aí percebemos tamanho despreparo em relação à doença.<br />
<a title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/entrevista-com-a-ana-paula-nossa-leitora"><img class="size-full wp-image-845 alignleft" title="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/esperan_a.jpg" alt="Entrevista com a Ana Paula, nossa leitora" width="85" height="114" /></a></p>
<h2>6) Qual a mensagem você gostaria de deixar para os nossos leitores?</h2>
<p>Para não desanimar, ser forte, porque nós podemos conviver com a doença e dentro dos nossos limites ter uma vida normal, se tomarmos os devidos cuidados e seguirmos o tratamento corretamente, aí sim não se morrerá da doença, e sim com ela.</p>
<p><strong>Credito das imagens</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.bemsimples.com/br">Bem Simples</a></li>
<li><a href="http://bicho-solto.blogspot.com/2009/03/dona-esperanca.html">Bicho solto</a></li>
</ul>
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		<title>Castrar não dói, abandonar dói!</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 17:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além da Medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você sabia que a cada ano milhares de animais morrem nas ruas das cidades brasileiras? O problema de abandono de cães e gatos é uma realidade que preocupa as prefeituras e os protetores de animais. Além do sofrimento que o animal tem nas ruas, com fome, sede, frio, os animais de rua são focos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-833" title="Castrar não dói, abandonar dói!" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/abandonar_doi.jpg" alt="Castrar não dói, abandonar dói!" width="508" height="109" /></p>
<p>Você sabia que a cada ano milhares de animais morrem nas ruas das cidades brasileiras? O problema de abandono de cães e gatos é uma realidade que preocupa as prefeituras e os protetores de animais. Além do sofrimento que o animal tem nas ruas, com fome, sede, frio, os animais de rua são focos de doenças e passam a ser um risco para a população. Diariamente, ninhadas indesejadas são abandonadas nas ruas. As cadelas e as gatas podem gerar, em média, 12 filhotes todos os anos. A esterilização dos animais ajuda a evitar a superpopulação e reduz o risco de transmissão de doenças como raiva e leishmaniose.<span id="more-831"></span></p>
<p style="text-align: center"><strong>“A cirurgia de esterilização/castração é o único método eficiente para prevenir as crias indesejadas, o abandono, a transmissão de doenças, o sofrimento e a morte prematura dos animais.”</strong></p>
<h2>O que é a esterilização/castração?</h2>
<p>A castração ou esterilização é uma cirurgia que impede definitivamente a procriação e ocorrência do cio. É realizada por um médico veterinário e sob anestesia geral. Deve ser feita nos machos e nas fêmeas. A castração pode ser realizada a partir dos 4 meses de idade.</p>
<h2>Quais as vantagens da esterilização/castração?</h2>
<p><strong><img class="alignright" title="Castrar não dói, abandonar dói!" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/caozinho.jpg" alt="Castrar não dói, abandonar dói!" width="130" height="149" />Para os machos:</strong></p>
<p>1)	Diminuem as fugas atrás de fêmeas no cio</p>
<p>2)	Diminuem as brigas com outros animais</p>
<p>3)	Deixam de latir ou urinar excessivamente</p>
<p>4)	Diminuem o odor da urina e a demarcação de território (xixi fora do lugar)</p>
<p>5)	Evita o constrangimento de cães agarrando em pernas de visitas</p>
<p>6)	Evita câncer de testículo, próstata e doenças venéreas</p>
<p>7)	Evita a perpetuação de doenças que podem ser transmitidas hereditariamente, como epilepsia e displasia coxo-femoral.</p>
<p><strong>Para as fêmeas: </strong></p>
<p>1)	Elas passam a não ter mais cio, ou seja, as cadelas param de sangrar a cada 6 meses e atrair machos no quintal. Já as gatas param de miar durante a noite e atrair gatos.</p>
<p>2)	Evita acasalamentos indesejáveis</p>
<p>3)	Evita a piometria (grave infecção uterina) em fêmeas adultas</p>
<p>4)	Evita gravidez psicológica, morte no parto e pós-parto</p>
<p>5)	Evita o enfraquecimento dos ossos</p>
<p>6)	Previne o câncer de mama e ovários</p>
<p>7)	Evita a transmissão de doenças venéreas</p>
<p>8)	Evita a perpetuação de doenças que podem ser transmitidas hereditariamente</p>
<p>Se você não tem interesse de acasalar a sua fêmea, não pense duas vezes: esterilize! A esterilização garante uma vida saudável para ela, e uma vida bem tranqüila para você, dono!</p>
<h2>Mitos e verdades sobre a castração</h2>
<p><strong><img class="size-full wp-image-836 alignleft" title="Castrar não dói, abandonar dói!" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/animais.jpg" alt="" width="170" height="194" />1)	“A castração engorda o animal”.</strong></p>
<p>Falso. A castração realmente causa um aumento de apetite dos animais, mas se a alimentação for adequada e o animal não tiver uma vida sedentária, o peso será mantido e o animal não ficará obeso. A obesidade que muitas vezes ocorre após a castração é provocada pelo dono, que cede às vontades do animal e não o leva para praticar exercícios.</p>
<p><strong>2)	“O animal fica bobo e letárgico após a castração.”</strong></p>
<p>Falso. O animal ficará menos nervoso e mais tranqüilo, mas continuará se divertindo e brincando normalmente. O animal apenas ficará mais bobo se adquirir muito peso. Assim, a letargia que alguns animais apresentam após a castração é conseqüência da obesidade, e não da castração. E temos que lembrar que, quanto mais velho o animal, menos ativo ele será. E isso tem a ver com a idade do animal, e não com a castração.</p>
<p><strong>3)	“A castração é muito cruel, é uma mutilação do animal.”</strong></p>
<p>Falso.  A cirurgia de castração é simples, rápida e o pós-operatório dos animais praticamente não apresenta problemas, principalmente se o animal é jovem. Em 24 horas após a cirurgia o animal volta a estar ativo. Após a retirada dos pontos o animal levará uma vida normal.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-837" title="Castrar não dói, abandonar dói!" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/esterilizacao_animais.jpg" alt="" width="170" height="241" />4)	“O macho castrado passa a não ter mais interesse sexual pela fêmea.”</strong></p>
<p>Falso. O interesse sexual reduz, mas continua existindo. Se o macho é castrado e há uma fêmea na casa, eles podem acasalar normalmente, sem que haja fecundação.</p>
<p><strong>5)	“Não se pode castrar fêmeas antes do primeiro cio/ninhada.”</strong></p>
<p>Falso. É recomendado inclusive que se castre o animal antes do seu primeiro cio, até os seis meses de idade, o que reduz em 90% as chances de um câncer de mama, e a recuperação pós-operatória é melhor e mais rápida.</p>
<p><strong>6)	“A castração evita o câncer de mama nas fêmeas.”</strong></p>
<p>Verdadeiro. A castração reduz substancialmente as chances da fêmea ter câncer de mama. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração é realizada antes do primeiro cio.</p>
<h2>Onde posso castrar meu animal?</h2>
<p>Prefeituras de diversas cidades fazem a castração gratuita de cães e gatos. Consulte o telefone do Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade, no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.petvale.com.br/castracao-gratuita.asp">Castração gratuita</a></p>
<p>Não abandone seu animal, esterilize!</p>
<p><strong>Credito das imagens</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.maiahoje.pt/">MaiaHoje</a></li>
</ul>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li>Fogle, B. The dog&#8217;s mind.Maxwell Macmillan, 1990</li>
<li>Hart,B. &amp; Hart,L.A. The perfect puppy. N.York, W.H. Freeman and Co.1988</li>
<li>Schwartz, S. Canine and feline behavior problems. N.York, Mosby, 1996</li>
<li>Folheto informativo sobre castração da Prefeitura de Belo Horizonte</li>
<li><a href="http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=castracao.htm">Mitos e verdades sobre a castração</a></li>
<li><a href="http://colunistas.ig.com.br/bichoamigo/2009/02/17/prefeitura-de-sp-lanca-programa-de-castracao-gratuita-de-caes-e-gatos/">Prefeitura de SP lança programa de castração gratuita de cães e gatos</a></li>
<li><a href="http://www.petvale.com.br/castracao-gratuita.asp">Castração gratuita</a></li>
<li><a href="http://www.zoonoses.piracicaba.sp.gov.br/site/castracao.html">Castração</a></li>
<li><a href="http://www.mopibichos.com.br/castracao.htm">A importância da castração</a></li>
<li><a href="http://www.estimacao.org.br/castracao.htm">A importância da castração</a></li>
<li><a href="http://www.estimacao.org.br/castracao.htm"></a><a href="http://www.abeac.org.br/modules.php?name=ABEACEst">A importância da castração</a></li>
</ul>
<div><strong><br />
</strong></div>
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		<title>O que são os radicais livres?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 14:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
O nosso corpo é formado por bilhões de células que são mantidas juntas por pontes de elétrons. Quimicamente, podemos dizer que oxidação é a perda de elétrons e a redução é o ganho de elétrons. Algumas vezes essas pontes são frágeis, e podem partir-se, resultando em um composto instável, carente de um elétron, que chamamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a title="O que são os radicais livres?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-sao-os-radicais-livres/"><img class="aligncenter size-full wp-image-830" title="O que são os radicais livres?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/radicais_livres.jpg" alt="O que são os radicais livres?" width="508" height="109" /></a></p>
<p>O nosso corpo é formado por bilhões de células que são mantidas juntas por pontes de elétrons. Quimicamente, podemos dizer que oxidação é a perda de elétrons e a redução é o ganho de elétrons. Algumas vezes essas pontes são frágeis, e podem partir-se, resultando em um composto instável, carente de um elétron, que chamamos de radical livre. Alguns radicais livres ocorrem naturalmente em nosso corpo, através de nosso metabolismo. No corpo humano, assim como em todos os outros organismos aeróbicos, as reações químicas com o oxigênio representam o mecanismo mais eficiente para produzir energia. Essas reações podem gerar os radicais livres, compostos um ou mais elétrons sem par na última camada, altamente instáveis e reativos. O nosso corpo possui sistemas que realizam a neutralização dos radicais livres.<span id="more-827"></span></p>
<p>Contudo, existem diversos fatores ambientais que podem causar um excesso de radicais livres, como por exemplo a poluição, os herbicidas, a fumaça do cigarro, o álcool, os raios-X, a radiação ultravioleta, aditivos químicos, conservantes, hormônios presentes em carnes de gado e frango, falta de sono, estresse e o sedentarismo. Vários estudos mostram que o excesso de antioxidantes está relacionado ao desenvolvimento de mais de 50 doenças ou problemas de saúde. Essa lista inclui doenças auto-imunes (aquelas em que o sistema de defesa de nosso corpo ataca erroneamente o próprio corpo), doenças inflamatórias, mutações, câncer, envelhecimento precoce, aterosclerose, lesões em pulmão e retina, demências, artrite reumatóide, doenças pulmonares, problemas cardiovasculares, dentre outras doenças.</p>
<p><a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-sao-os-radicais-livres/"><img class="size-full wp-image-832 alignright" title="O que são os radicais livres?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/120944972_7a46a1e32d.jpg" alt="O que são os radicais livres?" width="150" height="150" /></a>Ao procurar substituir o elétron ausente, que está sem par, esses radicais livres começam a atacar as células vizinhas. Quando as células atacadas cedem o seu elétron, elas se transformam em novos radicais livres. Isto pode ocasionar uma reação em cadeia, resultando em dano de milhões de moléculas próximas. Esta reação em cadeia é conhecida como “estresse oxidativo”, considerado uma das causas de várias doenças que acometem o nosso organismo. O estresse oxidativo ocorre quando há um desequilíbrio no balanço pró-oxidante/antioxidante, em favor da ação pró-oxidante. O estresse oxidativo ocorre quando há muitos radicais livres sendo produzidos em nosso corpo e os sistemas de proteção de nosso organismo não conseguem lidar com todos estes compostos reativos e prevenir seus efeitos adversos.</p>
<p>A agressão dos radicais livres provoca danos ao DNA das células, ao RNA (responsável pela síntese de proteínas dentro das células, fabricado pelo DNA), as proteínas celulares e as membranas lipídicas celulares. Os radicais livres provocam danos a ácidos graxos das membranas das células que tem o poder de barrar a ação de carcinógenos, ou seja, substâncias envolvidas na gênese do câncer.</p>
<h2><strong>Os radicais livres são vilões?</strong></h2>
<p><strong>Não</strong>. Em quantidades normais eles são altamente benéficos para o nosso organismo, entretanto em quantidades excessivas eles são tóxicos e causam danos às células de nosso corpo. A figura abaixo mostra o “paradoxo” dos radicais livres. Na esquerda, veja que em quantidades normais eles são excelentes para o nosso corpo. Na direita, veja os problemas que o excesso desses compostos pode causar.</p>
<p style="text-align: center"><a title="O que são os radicais livres?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-sao-os-radicais-livres/"><img class="size-full wp-image-828  aligncenter" title="O que são os radicais livres?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/image001.jpg" alt="O que são os radicais livres?" width="400" height="234" /></a></p>
<h2>E como podemos nos proteger do excesso de radicais livres?</h2>
<p>Pense comigo: se este processo destrutivo ocorre devido à oxidação, então podemos nos proteger de duas formas:</p>
<p><strong>1)	Reduzindo a nossa exposição aos oxidantes (como a fumaça de cigarros, o ozônio, a poluição ambiental, o álcool)</strong></p>
<p><strong>2)	Aumentando o nosso consumo de antioxidantes, via dieta ou suplementos.</strong></p>
<p>Os antioxidantes interrompem o estresse oxidativo ao doar um de seus próprios elétrons ao radical livre. Isso só é possível porque o antioxidante em si não se torna um novo radical livre ao doar o seu elétron, ele continua estável. Há um teste que mede a capacidade que o antioxidante tem em pacificar a ação dos radicais livres em nosso organismo. É o Teste de Capacidade de Absorção de Radicais de Oxigênio (ORAC).   Este teste é uma das formas mais eficientes de medir qual a capacidade de cada antioxidante de absorver os radicais livres.</p>
<p style="text-align: center"><a title="O que são os radicais livres?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/o-que-sao-os-radicais-livres/"><img class="size-full wp-image-829  aligncenter" title="O que são os radicais livres?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/image002.jpg" alt="O que são os radicais livres?" width="268" height="218" /></a></p>
<p>O sistema antioxidante de nosso corpo depende de alguns nutrientes considerados nutrientes-chave, e os principais são:</p>
<p>• Vitamina C: encontrada principalmente em frutas cítricas e vegetais verde-escuros</p>
<p>• Vitamina E: encontrada em vegetais folhosos, legumes e óleos de sementes (óleo se soja, por exemplo), nozes, grãos integrais, trigo e arroz.</p>
<p>• Selênio: encontrado em cereais, carnes, peixes e fígado.</p>
<p>• Betacaroteno e outros carotenóides: encontrados em frutas e vegetais, principalmente cenoura, laranja, tomates, espinafre e couve.</p>
<h2>Quais alimentos tem o maior poder antioxidante?</h2>
<p>Segue a lista de alimentos com maior poder antioxidante, obtida através de pesquisas da USDA Nutrition Center na Tufts University, em Boston.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="192" valign="top"><strong>Posição</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Vegetais</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Frutas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">1</td>
<td width="192" valign="top">Repolho</td>
<td width="192" valign="top">Morango</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">2</td>
<td width="192" valign="top">Beterraba</td>
<td width="192" valign="top">Ameixa</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">3</td>
<td width="192" valign="top">Pimenta vermelha</td>
<td width="192" valign="top">Laranja</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">4</td>
<td width="192" valign="top">Brócolis</td>
<td width="192" valign="top">Uva</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">5</td>
<td width="192" valign="top">Espinafre</td>
<td width="192" valign="top">Maçã</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">6</td>
<td width="192" valign="top">Batata</td>
<td width="192" valign="top">Tomate</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">7</td>
<td width="192" valign="top">Milho</td>
<td width="192" valign="top">Banana</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">8</td>
<td width="192" valign="top"></td>
<td width="192" valign="top">Pêra</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">9</td>
<td width="192" valign="top"></td>
<td width="192" valign="top">Melão</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Devo consumir suplementos vitamínicos e minerais para prevenir a ação dos radicais livres?</h2>
<p><strong>Não</strong>, salvo em casos de recomendação médica. Uma pessoa que tem uma alimentação balanceada terá as vitaminas necessárias para uma nutrição adequada.  Além disso, há riscos envolvidos com a ingestão excessiva de antioxidantes. O excesso de vitamina E, por exemplo, aumenta os riscos de uma hemorragia, o excesso de vitamina C pode causar diarréia, o excesso de betacarotenos aumenta o risco de câncer de pulmão e o excesse de selênio pode causar a selenose (unhas e cabelos quebradiços).</p>
<p><strong>Créditos das imagens</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://suplementosvitais-radicais.blogspot.com/">Radicais livres</a></li>
</ul>
<p><strong> Referências</strong></p>
<ul>
<li>Dieta, Nutrição e Câncer / editor Dan Linetzky Waitzberg. – São Paulo: Editora Atheneu, 2006 – Págs.: 98-104</li>
<li><a href="http://www.scielo.br/pdf/%0D/ramb/v43n1/2075.pdf">Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo</a></li>
<li><a href="http://fnic.nal.usda.gov/nal_display/index.php?info_center=4&amp;tax_level=1">Food and Nutrition Information Center</a></li>
<li><a href="http://www.algosobre.com.br/biologia/dna-e-rna.html">DNA e RNA</a></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ácido_ribonucleico">Ácido ribonucleico</a></li>
<li><a href="http://www.sobresites.com/terapia/artigos/Ortomolecular.pdf">Medicina Ortomolecular e Radicais Livres, o que são?</a></li>
<li><a href="http://cipa.inatel.br/cipa/informativos/o-que-sao-radicais-livres.html">O que são radicais livres?</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2WCGUh-clrI">Antioxidantes &#8211; Entendendo sua ação em nosso corpo</a></li>
<li><a href="http://www.xantonas.pt/antioxidantes.html">Antioxidantes e bioflavonóides</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ginecomastia: saiba mais</title>
		<link>http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=ginecomastia-saiba-mais</link>
		<comments>http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 20:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem tem ou conhece alguém que já teve ginecomastia sabe o quanto é constrangedor para um homem, seja ele de qualquer faixa etária, apresentar um aumento do tecido mamário. Apelidos como “mulherzinha”, “peitinhos” e piadinhas da turma são bastante comuns, e muitas vezes não há nem uma censura a essa discriminação. Quem tem ginecomastia muitas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Ginecomastia: saiba mais" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"><img class="aligncenter size-full wp-image-826" title="Ginecomastia: saiba mais" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/post_topo.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a><br />
<a title="Ginecomastia: saiba mais" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-821" style="margin: 4px" title="Ginecomastia: saiba mais" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/imagem_p.ashx_-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Quem tem ou conhece alguém que já teve ginecomastia sabe o quanto é constrangedor para um homem, seja ele de qualquer faixa etária, apresentar um aumento do tecido mamário. Apelidos como “mulherzinha”, “peitinhos” e piadinhas da turma são bastante comuns, e muitas vezes não há nem uma censura a essa discriminação. Quem tem ginecomastia muitas vezes não tira a camisa, não freqüenta um clube e nem vai à praia, para não ter que sofrer o preconceito, a discriminação e a zombação que é tão comum. E por esta condição ser tão constrangedora, e mexer com a cabeça dos adolescentes e homens adultos que a apresentam, resolvemos escrever uma matéria sobre este tema. Ginecomastia tem tratamento, e a informação é o primeiro passo para que a pessoa que sofre deste problema procurar uma ajuda médica! E um lembrete importante: não discrimine, qualquer forma de discriminação viola os direitos humanos e as pessoas que a praticam devem ser punidas!</p>
<p><span id="more-819"></span></p>
<p><strong>Em primeiro lugar, o que é a ginecomastia? </strong></p>
<p>A ginecomastia é a o aumento do tecido mamário em homens. Embora o termo <em>ginecomastia </em>seja o mais utilizado, o correto seria usar o termo <em>andromastia </em>(andro = homem, masto = glândula mamária). Normalmente, o tecido mamário se localiza apenas atrás da aréola mamária, enquanto que nos casos de ginecomastia ele está presente além da aréola, em um ou nos dois lados, e pode causar dor.</p>
<p>A ginecomastia pode acometer homens em todas as faixas etárias, sendo mais prevalente em adolescentes. Em geral, ela ocorre nas fases de mudanças hormonais, ou seja, na infância, adolescência e velhice.</p>
<p>É muito importante diferenciar a ginecomastia da lipomastia. A lipomastia, também conhecida como “falsa ginecomastia” ou pseudoginecomastia é mais freqüente em pacientes obesos, e nela a mama está apenas aumentada de tamanho, não havendo tecido mamário, somente gordura.</p>
<p style="text-align: center"><a title="Ginecomastia: saiba mais" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"><img class="aligncenter size-full wp-image-820" title="Ginecomastia: saiba mais" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/Ginecomastia.jpg" alt="Ginecomastia: saiba mais" width="400" height="282" /></a></p>
<p><strong>O que acontece com os hormônios na ginecomastia?</strong></p>
<p>Quem estimula o crescimento das mamas da mulher adulta são dois hormônios: o estradiol (estrógeno) e a progesterona. Para que os efeitos desses hormônios se manifestem, outros hormônios são necessários: a prolactina, o GH e IGF-1.</p>
<p>Quem impede o desenvolvimento mamário são os andrógenos. Mas, curiosamente, os estrógenos podem resultar da transformação dos andrógenos por uma enzima chamada aromatase. Ou seja, uma das fontes de formação de estrógenos são os próprios andrógenos.</p>
<p>Na ginecomastia há um desequilíbrio entre a ação do estrógeno (que estimula o desenvolvimento das mamas) e dos andrógenos (que inibe o desenvolvimento das mamas) sobre o tecido mamário masculino. Ou seja, na ginecomastia prevalece a ação dos estrógenos. O desafio do médico é justamente distinguir se a ginecomastia é fisiológica ou patológica.</p>
<p>A <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/ginecomastia.htm">ginecomastia</a> decorre de um desbalanço entre a ação estrogênica e androgênica sobre o tecido mamário masculino. No desenvolvimento normal, existem situações em que esse desbalanço é considerado fisiológico, como ocorre no período neonatal, na puberdade e na senilidade. Distinguir essas situações fisiológicas de condições patológicas (algumas graves, como as neoplasias) é o principal desafio do clínico diante de um caso de <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/ginecomastia.htm">ginecomastia</a>.</p>
<p><strong>Quais são as causas da ginecomastia?</strong></p>
<p>Como já conversamos, a ginecomastia pode ser fisiológica ou patológica.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">Ginecomastia fisiológica</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline"> </span></strong></p>
<p>Acontece no recém-nascido, na puberdade e no idoso.</p>
<p>- <strong>Ginecomastia do recém-nascido</strong>: Ela acontece principalmente pela passagem (através da placenta) de estrogênios da mãe. Ela não necessita de tratamentos específicos, porque regride sozinha a partir dos 3 meses de idade.</p>
<p><a title="Ginecomastia: saiba mais" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-824" style="margin: 4px" title="Ginecomastia: saiba mais" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/ginecomastia-1-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>- <strong>Ginecomastia puberal</strong>: É a ginecomastia da puberdade. Acontece em 40 a 60% dos adolescentes, principalmente ao redor dos 14 anos de idade, e regride espontaneamente após 3 anos. Assim, após os 17 anos de idade, apenas 10% dos meninos permanecem com a ginecomastia. Na maior parte dos casos, acomete os dois lados (ou seja, duas mamas). Os casos mais graves são os casos de macroginecomastia, nos quais o tecido mamário é maior que 4 cm de diâmetro, e dificilmente regride espontaneamente. Nestes casos, a correção cirúrgica se faz necessária.</p>
<p>As causas da ginecomastia puberal ainda não estão totalmente esclarecidas. O que os estudos têm mostrado é que no adolescente, as concentrações no sangue do estradiol (estrógeno) atingem valores de adulto mais precocemente do que as concentrações de testosterona, e as médias dos valores de estradiol (estrógeno) é maior nos meninos com ginecomastia.</p>
<p>- <strong>Ginecomastia do idoso</strong>: É a ginecomastia que ocorre com o envelhecimento. Também ocorre em 40 a 60% dos idosos. Nestes casos, entretanto, é muito importante afastar causas como tumores e uso de medicamentos. Em homens acima de 70 anos, o que acontece é uma redução do hormônio testosterona (que é um andrógeno) e maior conversão de andrógenos em estrógenos pela enzima aromatase. Ocorre também um aumento da proteína ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que se liga mais à testosterona do que ao estradiol (estrógeno). Assim, há uma redução da testosterona e um aumento do estrógeno, que estimula o desenvolvimento mamário.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">Ginecomastia patológica</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pode acontecer devido a um aumento do nível de estrógenos, ao uso de medicamentos ou por causa idiopática (causa desconhecida). São muitas as causas de ginecomastia patológica. Ela é um sinal clínico que acontece em várias doenças, algumas delas graves. Por isso, o médico deve estar atento e investigar outros sinais, sintomas e resultados de exames laboratoriais que sugiram uma doença que tenha como uma de suas características a ginecomastia. Falaremos agora das principais causas de ginecomastia patológica.</p>
<h4>- Tumores testiculares: Podem causar ginecomastia por produção de estrógenos, por produção de andrógenos que depois são convertidos em estrógenos ou por secreção de hormônios que estimulam as células de Leydig, as células produtoras de testosterona. Alguns tumores testiculares produzem estrógenos. São eles: tumor de células de Leydig, o tumor de células de Sertoli e o tumor de células da granulosa. Os tumores de células germinativas também podem causar um aumento de estrógenos.</h4>
<h4>Os tumores das células de Leydig correspondem de 1% a 5% dos tumores testiculares. Acontecem em homens entre 20 e 60 anos, e são tumores em que há uma massa palpável no testículo. A ginecomastia ocorre em cerca de um terço dos pacientes, e acontece pela produção de estrógenos pelo tumor.</h4>
<p>Os tumores da célula de Sertoli<strong> </strong>correspondem a menos de 1% dos <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/tumores_testiculares.htm">tumores testiculares</a>, e podem ocorrer em todas as idades, sendo um terço deles em menores de 13 anos, principalmente em bebês com menos de 6 meses de idade. Nestes casos, há ginecomastia em um terço dos casos.</p>
<p>- <strong>Tumores extra-testiculares </strong>: tumores de estômago, fígado, adrenais e pulmões também podem causar ginecomastia.</p>
<p>- <strong>Hipogonadismo</strong>: Se ocorre na infância, causa um atraso da puberdade. Se ocorre em adultos, causa redução da libido, fraqueza, cansaço, infertilidade, perda de pêlos do corpo e de massa muscular. Há uma redução da secreção de andrógenos e aumento da produção de estrogênio, que causam a ginecomastia. As principais causas de hipogonadismo primário (ou seja, uma lesão testicular) são síndrome de Klinefelter (cariótipo XXY), orquite viral ou bacteriana, anorquia congênita, radiação testicular e lesão raquimedular. Também pode acontecer em alguns pacientes com insuficiência renal.</p>
<p>- <strong>Excesso de aromatização</strong>: Como já conversamos, há uma enzima chamada aromatase que converte os andrógenos em estrógenos. E quando a ação dos estrógenos predomina sobre a ação dos andrógenos, há desenvolvimento mamário, pois os estrógenos estimulam o desenvolvimento mamário e os andrógenos inibem o desenvolvimento mamário. Há alguns casos de ginecomastia familiar em que há um aumento da atividade dessa enzima aromatase.  Hipertireoidismo e obesidade também estão relacionados ao aumento da atividade dessa enzima.</p>
<p>Após períodos de privação alimentar ou inanição, ocorre uma ginecomastia quando é feita a realimentação. E por que isso acontece? Provavelmente devido a uma redução da captação de andrógenos pelo fígado, o que tem como conseqüência um aumento da atividade da aromatase. Nos pacientes que possuem alguma doença do fígado também pode ocorrer uma ginecomastia.</p>
<p>A hiperplasia congênita da glândula adrenal é uma doença em que há uma deficiência da produção de corticosteróides pela adrenal. Essa falta de corticosteróides aumenta a liberação do hormônio ACTH, e consequentemente há uma superprodução de andrógenos que são posteriormente convertidos em estrógenos pela enzima aromatase, provocando ginecomastia.</p>
<p>- Medicamentos: vários medicamentos podem levar à ginecomastia pelo aumento da secreção de estrogênios pelos testículos, por mimetizar a ação dos estrógenos, por reduzir a secreção ou a ação da testosterona ou por mecanismos desconhecidos. As drogas que causam ginecomastia são: cremes ou substâncias que contenham estrogênio, digitálicos, clomifeno, cannabis, isoniazida, gonadotrofinas, hormônio do crescimento, andrógenos exógenos, Busulfan, nitrosuréia, vincristina, etanol (álcool), cetoconazol, espironolactona, metronidazol, etomidato, leuprolide, flutamida, finasterida, ciproterona, cimetidina, algumas drogas usadas no tratamento da hipertensão e de doenças cardíacas, neurolépticos, diazepam, fenitoína, antidepressivos tricíclicos, haloperidol, medicamentos usados para terapia anti-HIV, anfetaminas, teofilina, omeprazol, domperidona, heparina.</p>
<p><strong>Ginecomastia idiopática</strong></p>
<p>Cerca de 25% dos pacientes com ginecomastia não apresentam uma causa identificável para a patologia, e nestes casos a ginecomastia é considerada idiopática, ou seja, não há uma causa identificável para a patologia no momento da avaliação médica. No entanto, não se sabe se os homens portadores desse tipo de ginecomastia são realmente normais ou se um fator feminilizante esteve presente, mas desapareceu no momento da avaliação, ou se a ginecomastia resulta da exposição, por longos períodos, de pequenas quantidades de substâncias estrogênicas ou antiandrogênicas ou se a ginecomastia é resultado de uma doença endócrina súbita, não reconhecida.</p>
<p><strong>Como o médico realiza o diagnóstico de uma ginecomastia? Como ele diferencia os casos de ginecomastia fisiológica, patológica e idiopática?</strong></p>
<p>Para que o médico diferencie os diferentes tipos de ginecomastia, ele colhe uma história clínica detalhada para que se avalie uma possível exposição à medicamentos, drogas e álcool. Deve-se avaliar sinais e sintomas de doenças que podem cursar com ginecomastia, como hipertireoidismo, hipogonadismo, insuficiência renal, insuficiência hepática e outros. Deve-se observar a idade de início da ginecomastia e a velocidade de progressão do quadro. Se a progressão é rápida, geralmente há um excesso de produção hormonal.</p>
<p>O exame físico deve ser detalhado, com a avaliação do estado nutricional, e deve ser feita a palpação testicular, pois testículos assimétricos podem sugerir um tumor testicular e testículos ausentes ou pequenos podem sugerir uma menor produção de testosterona.</p>
<p>O médico também solicita exames para avaliar a função do fígado e solicita os níveis de vários hormônios.</p>
<p><strong>Como é feito o tratamento da ginecomastia? </strong></p>
<p>A ginecomastia é importante principalmente se é sinal de uma doença de base grave. A ginecomastia por si só não necessita de tratamento, a menos que cause um constrangimento ao paciente. Podemos dividir o tratamento da ginecomastia em etiológico, clínico e cirúrgico.</p>
<p><strong>Tratamento etiológico da ginecomastia</strong></p>
<p>Se presente por mais de um ano, a ginecomastia dificilmente regride espontaneamente, ainda que se cure ou se controle a doença de base. Isso acontece porque ocorreu onde havia glândulas mamárias, ocorre uma fibrose progressiva, que não regride quando se retira a fonte de estrógenos que estava causando a ginecomastia. Por esse motivo, a cirurgia continua sendo a principal opção terapêutica para a correção da ginecomastia. Falaremos da cirurgia nos próximos parágrafos.</p>
<p>É muito importante a suspensão, se possível, dos medicamentos causadores da ginecomastia. Outra opção é a substituição do medicamento por outro que não cause ginecomastia.</p>
<p>Se a causa da ginecomastia é um tumor, este deve ser tratado, cirurgicamente (em alguns casos) e através de quimioterapia (em outros casos).</p>
<p><strong>Tratamento medicamentoso da ginecomastia</strong></p>
<p>O tratamento medicamentoso tem mais chances de dar certo nos casos de início recente ou quando o objetivo é a prevenção da ginecomastia. O uso da testosterona em pacientes com disfunção gonadal (por exemplo, anorquia e orquite viral) tem levado a uma grande melhora dos pacientes. Além da testosterona, outros andrógenos usados no tratamento da ginecomastia são: di-hidrotestosterona e danazol.</p>
<p>É importante destacarmos que até agora nenhum medicamento foi aprovado pelo Food and Drug Administration para o tratamento da ginecomastia, mas muitos têm sido avaliados para tratar casos de diferentes causas, e têm sido usados por vários médicos no Brasil. São eles: tamoxifeno, raloxifeno e clominofeno (antiestrogênicos),   <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/letrozol.htm">letrozol</a>, anastrozol, <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/fadrozol.htm">fadrozol</a> e <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/exemestane.htm">exemestane</a> (inibidores da aromatase). O uso de <a href="http://www.medicinanet.com.br/palavras/1287/tamoxifeno.htm"></a>tamoxifeno está associado à melhora do quadro, porém, há poucos casos de regressão completa. Apesar de pouca chance de resolução completa e alta taxa de recidiva, o tamoxifeno é bastante usado na prática clínica.</p>
<p><strong>Tratamento cirúrgico da ginecomastia</strong></p>
<p><strong> </strong>A cirurgia continua sendo a principal opção terapêutica para a correção da ginecomastia. A época da cirurgia e o procedimento cirúrgico dependem da gravidade do caso. Os objetivos da cirurgia são: corrigir a deformidade, manter viável a aréola, e evitar grandes cicatrizes. A cirurgia é muito útil nos pacientes adolescentes que não responderam ao tratamento medicamentoso, nos quais a ginecomastia causa constrangimento, desconforto, problemas psíquicos e dificuldades nas relações sociais.</p>
<p style="text-align: center"><a title="Ginecomastia: saiba mais" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"><img class="aligncenter size-full wp-image-823" title="Ginecomastia: saiba mais" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/03/ginecomastia.jpg" alt="" width="300" height="213" /></a></p>
<p><a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/ginecomastia-saiba-mais/"> </a><br />
Há três técnicas cirúrgicas, que podem ser utilizadas isoladamente ou combinadas: lipoaspiração (a mais simples), lipoaspiração ultrassônica (tratamento de escolha para grande parte maioria dos casos) e mamoplastia redutora (nos pacientes com excesso de pele).</p>
<p>Na cirurgia é feito um corte pequeno na forma de semicírculo na parte inferior do mamilo. A cicatriz fica praticamente invisível com o tempo. O médico cirurgião retira a glândula, que deverá ser examinada por um médico patologista (biópsia). Se há excesso de gordura, a cirurgia pode ser feita com lipoaspiração. Neste caso, é realizado um pequeno furo, por onde o médico penetra a cânula de lipoaspiração.</p>
<p>Para o planejamento cirúrgico, a ginecomastia é classificada da seguinte maneira:</p>
<p><strong>Grau I</strong>: há apenas um botão de tecido com glândulas bem localizado ao redor do mamilo. Não há muita gordura no peito e não há excesso de pele.  Nestes casos, a cirurgia é simples.</p>
<p><strong>Grau II</strong>: ginecomastia difusa com mais tecido gorduroso, e as margens do tecido não são bem definidas. Nestes casos é muito comum que o médico faça a lipoaspiração da gordura. .</p>
<p><strong>Grau III</strong>: ginecomastia difusa com grande excesso pele. Nestes casos são necessários cortes externos ao mamilo, na pele, ou reposicionamento do complexo aréolo-papilar (mamilos e tecidos ao redor), ou as duas associadas.  Nestes casos, a cirurgia é mais difícil e apresenta alguns problemas. Podem ocorrer ondulações na pele após a cicatrização, por isso nestes casos a lipoaspiração dá melhores resultados.</p>
<p>A escolha de anestesia local ou geral é de preferência de cada pessoa e depende também do tamanho da incisão e da mama. A partir do grau II, realiza-se anestesia geral. Em pacientes grau I, em geral a anestesia local é a de escolha.</p>
<p><strong>Quais são as principais complicações das cirurgias nos casos de ginecomastia? </strong></p>
<p>A complicação mais comum é o aparecimento de hematomas.  Também podem ocorrer abscessos, tromboflebites superficiais  e até necrose do mamilo. A sobra de pele é muito comum nos pacientes idosos e pode ser corrigida num segundo tempo, já que em muitos pacientes a pele “volta” espontaneamente.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li>Diagnóstico e tratamento, volume 2/ editor Antônio Carlos Lopes – Barueri, SP: Manole, 2006. Páginas: 689-692</li>
<li><a href="http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3920&amp;ReturnCatID=1762">Ginecomastia: Desenvolvimento Excessivo das Mamas no Homem</a></li>
<li><a href="http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/pacientes_acompanhantes/nucleo_mastologia/informacoes_saude_mamaria/ginecomastia/ginecomastia.asp">Núcleo de mastologia &#8211; ginecomastia</a></li>
<li><a href="http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1287/ginecomastia.htm">Ginecomastia &#8211; Medicina NET</a></li>
<li><a href="http://www.angelfire.com/ri/josivan/pacginecomastia.html">Ginecomastia &#8211; Endocrinologia</a></li>
</ul>
<p><strong>Créditos das imagens</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://3.bp.blogspot.com/_WfkMA9RjutE/STbgF4DHu4I/AAAAAAAAAHg/PC1p7cVdIyU/s400/Ginecomastia.jpg" target="_blank">3.bp.blogspot.com</a></li>
<li><a href="http://revistaeducacao.uol.com.br/imagem_p.ashx?file=arquivos/NVZ8Z2LRXL148_51.jpg&amp;x=220" target="_blank">Revista Educação UOL</a></li>
<li><a href="http://www.shekulli.com.al/2009/05/02/ginecomastia.jpg" target="_blank">Shekulli</a></li>
<li><a href="http://www.unimedrio.com.br/unimed/filesmng.nsf/A2D4E9776F601C31832574C9004F341D/$File/ginecomastia.jpg" target="_blank">Unimed Rio &#8211; ginecomastia</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/648278">robben_b</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 20:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pergunta enviada por M.A.A., nossa leitora, em 22/02/2010
Não. Podemos dizer que existem basicamente três tipos de medicamentos: Os medicamentos de referência, os genéricos e os similares.
Medicamento de referência
É o medicamento “de marca”, inovador, e durante um período de tempo é o único que existe no mercado. Isso acontece porque quando um laboratório descobre um novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/medicamentos-genericos-e-similares-sao-a-mesma-coisa/"><img class="aligncenter size-full wp-image-814" title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/post_topo5.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a></p>
<p>Pergunta enviada por M.A.A., nossa leitora, em 22/02/2010</p>
<p><strong>Não. </strong>Podemos dizer que existem basicamente três tipos de medicamentos: Os medicamentos de referência, os genéricos e os similares.</p>
<p><strong>Medicamento de referência</strong></p>
<p><a title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/medicamentos-genericos-e-similares-sao-a-mesma-coisa/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-818" style="margin: 4px" title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/156977_1092-125x101.jpg" alt="" width="125" height="101" align="right" /></a>É o medicamento “de marca”, inovador, e durante um período de tempo é o único que existe no mercado. Isso acontece porque quando um laboratório descobre um novo medicamento, ele solicita o registro de Proteção Patentária (Patente) junto ao órgão competente em seu país, que no caso do Brasil é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Durante o prazo de vigência da patente, apenas o laboratório detentor da patente poderá fabricar e comercializar aquele medicamento. A eficácia, segurança e qualidade do medicamento de referência foram comprovadas junto ao órgão federal competente. Exemplo de medicamento de referência: Aspirina, que possui como princípio ativo o ácido acetilsalicílico.</p>
<p><span id="more-811"></span><strong>Medicamento genérico</strong></p>
<p>É o medicamento que contém o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e forma farmacêutica, concentração e comportamento no organismo humano que os seus respectivos medicamentos de referência. Ele só pode ser produzido depois que acaba o período de proteção patentária ou quando o laboratório detentor da patente renuncia a proteção patentária. Os medicamentos genéricos não têm um nome comercial e são vendidos pelo nome de seu princípio ativo. Para você entender melhor: O princípio ativo da Aspirina® é o ácido acetilsalicílico.</p>
<p><strong>Os medicamentos genéricos são seguros?</strong></p>
<p>Sim, pois antes de serem aprovados eles passam por uma rigorosa bateria de testes em laboratórios habilitados pela ANVISA, e por este motivo eles possuem a mesma qualidade dos medicamentos de referência e produzirão no corpo humano os mesmos efeitos. É importante que você saiba que todo medicamento genérico que está no mercado passou pelos testes de bioequivalência. Esses testes servem para comprovar cientificamente que dois produtos (no caso, os medicamentos genéricos e os de referência) são idênticos em sua forma farmacêutica, possuindo exatamente a mesma composição, e que eles são absorvidos da mesma forma pelo organismo do paciente. Assim, podemos dizer que os medicamentos de referência e os medicamentos genéricos possuem a mesma eficácia clínica.</p>
<p><strong>Por que os genéricos são mais barato</strong>s?</p>
<p><a title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/medicamentos-genericos-e-similares-sao-a-mesma-coisa/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-812" style="margin: 4px" title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/423010_45492034-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Os medicamentos genéricos são mais baratos porque são cópias de medicamentos já conhecidos, não sendo necessários investimentos para o desenvolvimento dos mesmos. Além disso, depois que uma patente “é quebrada”, todos os outros laboratórios podem produzir o medicamento genérico, desde que o seu produto passe pelos testes de bioequivalência.  Assim, predomina a lei da oferta e da procura. Como vários laboratórios passam a produzir um mesmo produto, o preço de cada um deles tem que ser competitivo, senão a empresa não sobrevive no mercado. Uma dica valiosa: um mesmo &#8220;genérico&#8221; pode apresentar preços diferentes.</p>
<p><strong>É possível trocar um medicamento de referência por um genérico?</strong></p>
<p>Sim, desde que o médico não se oponha à substituição. A prescrição dos genéricos deverá ser feita pela denominação genérica do medicamento, que é o nome oficial do princípio ativo. Nos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) é obrigatória a prescrição pela denominação genérica e, nos serviços de saúde privados, cabe ao profissional responsável a decisão pelo nome genérico ou pelo nome de marca.<strong> </strong>Assim, sempre que você fizer uma consulta médica, converse com seu médico a respeito da prescrição de medicamentos genéricos. Caso o seu médico não tenha restrições em relação à troca do medicamento de referência pelo genérico, é bom que você saiba que, na farmácia, apenas o farmacêutico pode fazer essa substituição. O balconista das farmácias não está autorizado a realizar essa troca.</p>
<p><strong>Como identificar um medicamento genérico? </strong></p>
<p>É simples. A embalagem dos medicamentos genéricos sempre traz escrito: “Medicamento Genérico – Lei 9.787/99” e uma tarja amarela com a letra G de genérico.</p>
<p><a title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/medicamentos-genericos-e-similares-sao-a-mesma-coisa/"><img class="aligncenter size-full wp-image-813" title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/genericos.jpg" alt="" width="550" height="358" /></a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=967">http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=967</a></p>
<p>Uma informação importante: As farmácias e drogarias são obrigadas por lei a manter à disposição do consumidor e em local de fácil leitura a lista atualizada dos medicamentos genéricos aprovador pela ANVISA.</p>
<p><strong>O médico pode proibir a troca do medicamento de referência pelo genérico?</strong></p>
<p>Sim, sem dúvida, e neste caso ele deverá escrever esta observação na receita, de próprio punho, e de forma legível e clara.</p>
<p><strong>Medicamento similar</strong></p>
<p>São aqueles que utilizam o mesmo princípio ativo dos medicamentos de referência, apresentam a mesma concentração sem, no entanto, garantirem igual comportamento no organismo humano, por não terem passado pelos testes de bioequivalência que citamos anteriormente. Os medicamentos similares não podem ser comercializados com o nome do princípio ativo, e devem apresentar um nome fantasia. Essa exigência é justamente porque os medicamentos similares não possuem a mesma eficácia clínica (ou seja, não temos nenhuma garantia que eles agirão no corpo da mesma forma que os medicamentos de referência) que os medicamentos de referência. E por não serem bioequivalentes, mesmo sendo aprovados pelo Ministério da Saúde, os medicamentos similares não podem substituir os medicamentos de referência na receita médica.</p>
<p><strong>Qual a diferença entre os medicamentos genéricos e os similares? </strong></p>
<p><a title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/medicamentos-genericos-e-similares-sao-a-mesma-coisa/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-815" style="margin: 4px" title="Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/2171_4891-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Os medicamentos genéricos são biologicamente idênticos ao produto de marca. Isso significa que eles possuem rigorosamente as mesmas características e efeitos no organismo humano que os medicamentos de referência, o que é comprovado pelos testes de bioequivalência. Os genéricos podem substituir o medicamento de referência ou de marca, por serem idênticos aos medicamentos de referência, inclusive em seus efeitos no corpo.</p>
<p>Já os medicamentos similares, apesar de conterem o mesmo princípio ativo, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, não passaram pelas análises capazes de atestar que seus efeitos no corpo são exatamentes iguais aos dos medicamentos de referência. Assim, eles não podem substituir os medicamentos de referência na receita.</p>
<p>Deu pra entender? Uma dica: quando for ao médico e ele for prescrever um medicamento, peça para ele, se possível, receitar o medicamento genérico em vez do medicamento de referência. Se o seu médico não tiver nenhuma restrição (por exemplo, em relação à confiabilidade do laboratório fabricante do genérico disponível), os genéricos são uma excelente opção para o consumidor, pois podem substituir o medicamento de marca tendo exatamente o mesmo efeito terapêutico! Converse com seu médico a respeito!</p>
<p>Veja a lista completa dos medicamentos genéricos disponíveis: <a href="http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/lista/display0110.pdf">http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/lista/display0110.pdf</a></p>
<p>Referências bibliográficas</p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/139medica_genericos.html">Dicas em Saúde &#8211; Medicamentos Genéricos</a></p>
<p><a href="http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/patente/pasta_oquee">O que é patente?</a></p>
<p><a href="http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?secao=38">Sistema de Perguntas e respostas &#8211; FAQ Anvisa &#8211; Medicamentos Genéricos</a></p>
<p><a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33014&amp;janela=1">Portal Saúde &#8211; Medicamentos Genéricos</a></p>
<p><a href="http://emedix.uol.com.br/med/medicamentos.php">Medicamentos de marca, similares, genéricos</a></p>
<p><a href="http://www.consumidorbrasil.com.br/consumidorbrasil/textos/genericos/entenda.htm">Entenda a Lei dos Genéricos</a></p>
<p><a href="http://www.vlima.com/blog/ambiente/diferenca-entre-medicamento-generico-e-similar/">Diferença entre medicamento genérico e similar</a></p>
<p><a href="http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=967">Procon SP &#8211; Medicamentos Genéricos</a></p>
<p><a href="http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/index.htm">Agência Nacional de Vigilância Sanitária &#8211; Medicamento Genérico</a></p>
<p>Créditos das imagens</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/donsolo/2368534424/">Don Solo</a></p>
<p><a href="http://www.sxc.hu/photo/156977">esrasu</a></p>
<p><a href="http://www.sxc.hu/photo/423010">sapid</a></p>
<p><a href="http://www.sxc.hu/photo/2171">parahype</a></p>
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		<title>É possível prevenir o câncer por meio da dieta?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 19:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pergunta enviada por L.H.G.A., nosso leitor, em 28/01/10
Sim. É possível, e falaremos brevemente do papel de alguns alimentos na prevenção do câncer.
Frutos e hortaliças
Estudos consistentes mostraram que dietas ricas em frutos e hortaliças reduzem em 33% a 50% o risco de vários tipos de câncer, em relação às pessoas que não consomem quantidades satisfatórias destes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/e-possivel-prevenir-o-cancer-por-meio-da-dieta"><img class="aligncenter size-full wp-image-804" title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/post_topo4.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a></p>
<p>Pergunta enviada por L.H.G.A., nosso leitor, em 28/01/10</p>
<p><strong>Sim. </strong>É possível, e falaremos brevemente do papel de alguns alimentos na prevenção do câncer.</p>
<p><span id="more-803"></span><strong>Frutos e hortaliças</strong></p>
<p><a title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/e-possivel-prevenir-o-cancer-por-meio-da-dieta"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-805" style="margin: 4px" title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/1223364_13404881-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Estudos consistentes mostraram que dietas ricas em frutos e hortaliças reduzem em 33% a 50% o risco de vários tipos de câncer, em relação às pessoas que não consomem quantidades satisfatórias destes alimentos. Esses dados são válidos principalmente para cânceres do aparelho gastrintestinal e respiratório, embora abranjam cânceres em geral. A proteção associada às hortaliças e aos frutos deve-se a uma gama de substâncias protetoras que atuam em conjunto. Assim, o consumo de hortaliças e frutas teria um papel importante na redução do risco de câncer colorretal, câncer de próstata, fígado, pulmão, rim, câncer de pulmão, estômago, boca, faringe e tireóide.</p>
<p><strong>Carnes, aves, peixes e ovos</strong></p>
<p>Estudos mostram que uma alimentação com <strong>quantidades excessivas de carne vermelha aumenta, provavelmente, o risco de câncer colorretal</strong>, e pode possivelmente aumentar o risco de câncer de mama, próstata, rim e pâncreas. A ingestão de carne vermelha, mesmo com teor reduzido de gorduras, possui carcinogênicos, substâncias envolvidas na formação dos cânceres.  O consumo das carnes vermelhas também aumenta a produção de compostos N-nitroso, potencialmente carcinogênicos, ao nível do cólon, a maior porção do intestino grosso.</p>
<p><a title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/e-possivel-prevenir-o-cancer-por-meio-da-dieta"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-806" style="margin: 4px" title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/938525_15223423-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Estudos envolvendo aves, peixe e ovos são menos substanciais, mas alguns dados indicam que um <strong>elevado consumo de ovos pode aumentar o risco de câncer colorretal</strong>, pancreático e de ovários.</p>
<p>Uma pesquisa recente mostrou uma redução do risco do câncer de próstata em homens cujo consumo de peixe era superior a três vezes semanais. Outras pesquisas apontam para uma redução do risco do câncer de mama e ovário em mulheres com dietas ricas em peixe, mas os dados ainda não são suficientes para uma conclusão ou para se estabelecer que o peixe deve substituir a carne vermelha.</p>
<p><strong>Dietas vegetarianas? </strong></p>
<p>De fato, existem evidências de que dietas vegetarianas variadas possam diminuir o risco de uma série de cânceres. É preciso considerarmos, entretanto, que nem sempre tais evidências são consistentes, pois há diversas variáveis envolvidas que dificultam a interpretação dos dados dos estudos. Como assim? Bom, os vegetarianos, de modo geral, possuem um estilo de vida muito saudável, consomem bebidas alcoólicas em quantidades moderadas (alguns nem consomem bebidas alcoólicas), praticam exercícios físicos, muitas vezes praticam exercícios de meditação que evitam o stress e levam ao relaxamento, e por aí vai&#8230; Todo esse “estilo de vida saudável” inclui fatores que evitam o aparecimento de cânceres e várias outras doenças. Assim, muitas vezes é difícil atribuir apenas a uma dieta vegetariana (seja ela qual for) a redução da incidência de um determinado tipo de câncer, pois vários hábitos de uma pessoa que segue uma dieta vegetariana também evitam o aparecimento de cânceres de maneira geral.</p>
<p>Atenção: os benefícios das dietas vegetarianas também podem ser obtidos por uma dieta com quantidades reduzidas de carne e alimentos de origem animal. As dietas vegetarianas estritas e rigorosas, como as vegans, são em geral pobres do ponto de vista nutricional.</p>
<p><strong>Leite e derivados</strong></p>
<p>Sendo alimentos de origem animal, seu consumo está possivelmente associado ao aumento do risco de câncer de próstata e rins.</p>
<p><strong>Café, chá e bebidas não alcoólicas</strong></p>
<p><a title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/e-possivel-prevenir-o-cancer-por-meio-da-dieta"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-807" style="margin: 4px" title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/1224242_65925609-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Estudos mostraram que um elevado consumo de café (5 a 7 xícaras por dia) pode <strong>aumentar</strong> o risco de câncer de bexiga e, ao mesmo tempo, <strong>reduzir</strong> o risco de câncer de fígado e câncer colorretal.</p>
<p>Em relação ao chá, o <strong>consumo regular de chá verde </strong>parece estar associado a uma redução do câncer de esôfago e câncer de estômago. Vale ressaltar que em relação ao câncer de esôfago, os dados são controversos, pois estudos mostram que o consumo de bebidas muito quentes pode aumentar o risco de câncer de esôfago, independente da freqüência da ingestão. O consumo de <strong>chá mate </strong>parece estar associado a um aumento do risco de câncer de boca, faringe e esôfago.</p>
<p>O consumo de água ou outros líquidos está associado a uma redução do risco de câncer de bexiga, pois quanto mais líquido, maior a diluição dos carcinogênios e menor o contato deles com a parede interna da bexiga.</p>
<p><strong>Ervas, condimentos e especiarias</strong></p>
<p>Neste grupo de alimentos, os estudos são ainda controversos. Pesquisas mostram, ainda que com dados insuficientes, que o consumo alho e cebola reduzem o risco de câncer de estômago, por conterem flavonóides e compostos organossulfurados. O elevado consumo de alho (natural, e não suplementos) protege contra o câncer de estômago porque os compostos organossulfurados do alho agem contra a bactéria <em>Helicobacter pylori</em>, e também inibe a formação das nitrosaminas.</p>
<p>Em relação às especiarias, os resultados dos estudos ainda são bem controversos.</p>
<p><strong>Carboidratos</strong></p>
<p>Para você que gosta de carboidratos, uma boa e uma má notícia. Primeiro, a má: Dietas com alto teor de carboidratos podem aumentar o risco de câncer de pâncreas e estômago. Agora, a boa notícia: dietas ricas em carboidratos podem diminuir o risco de se ter câncer colorretal. Para aumentar o efeito protetor dos carboidratos na sua dieta, diminua o consumo de amido refinado. Além do que, dietas que são ricas em amido refinado, costumam ser pobres em vegetais, frutas e outros alimentos que protegem contra o câncer colorretal.</p>
<p><strong>Proteína</strong></p>
<p>Os resultados dos estudos são ainda inconclusivos.</p>
<p><strong>Gordura </strong></p>
<p>Há evidências consistentes de que dietas ricas em gordura possam aumentar o risco de câncer de pulmão, câncer colorretal, próstata e mama. Além disso, a ingestão de gordura monoinsaturada, como o azeite (típica nos países mediterrâneos) pode ser um fator protetor contra o câncer de mama.</p>
<p>Além disso, mostrou-se que os ácidos graxos ômega-6 são promotores (isso mesmo, eles contribuem para o câncer) do câncer mais do que a gordura saturada e monoinsaturada, e o ácido oléico e os ácidos graxos ômega-3 são protetores contra o câncer.</p>
<p>Sabemos ainda que uma dieta rica em colesterol aumenta o risco de câncer de pâncreas e de pulmão.</p>
<p><strong>Álcool</strong></p>
<p><a title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/e-possivel-prevenir-o-cancer-por-meio-da-dieta"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-808" style="margin: 4px" title="É possível prevenir o câncer por meio da dieta?" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/1209276_60041182-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Para você que é fã de uma bebida alcoólica, saiba que o consumo de álcool aumenta o risco de vários tipos de câncer: boca, faringe, laringe e esôfago. Há também um aumento do risco de câncer de fígado, provavelmente a partir de cirrose e/ou hepatite alcoólica.</p>
<p>Mesmo consumos baixos de álcool estão associados a um aumento do risco de câncer de mama e cólon. Quantidades excessivas de bebidas alcoólicas também aumentam as chances de se ter câncer de pulmão.</p>
<p>Aqui, vale uma regra geral: quanto maior o consumo, mais elevados os riscos de câncer.</p>
<p><strong>Fibras dietéticas</strong></p>
<p>Estudos internacionalmente reconhecidos demonstram a redução do risco dos cânceres de mama, pâncreas e colorretal com o consumo de dietas ricas em fibras.</p>
<p><strong>Sal </strong></p>
<p>O sal não é um causador de câncer <em>per se</em>, mas a ingestão de sal causa danos na parede protetora do estômago, e por esse motivo o consumo elevado de sal aumenta o risco de câncer do estômago.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>ALGUNS CONSELHOS PRÁTICOS</strong></p>
<p>Atualmente podemos afirmar com segurança que dos fatores ambientais envolvidos na etiologia do câncer, o mais importante deles é o tabaco. Em segundo lugar, vem a dieta, juntamente com peso corporal e atividade física. Por isso, não fume, e siga as recomendações a seguir:</p>
<p>1)      Tenha uma alimentação variada, baseada em alimentos de origem vegetal, evite alimentos muito processados e prefira opções ricas em fibras.</p>
<p>2)      Evite excesso de peso e também magreza excessiva e limite a menos de 5 kg o ganho de peso durante a idade adulta.</p>
<p>3)      Pratique exercícios físicos regularmente, se possível, diariamente, por um período de 1 hora.</p>
<p>4)      Consuma 5 ou mais porções (400 a 800 g) por dia de hortaliças e frutos variados.</p>
<p>5)      Consuma 7 ou mais porções (600 a 800 g) por dia de cereais diversos, leguminosas, tubérculos e raízes. Evite o consumo de açúcar refinado.</p>
<p>6)      Evite o consumo de bebidas alcoólicas a menos de duas bebidas por dia para homens (20 g de etanol) e uma para as mulheres (10 g de etanol). O consumo abaixo desses valores por dia é benéfico porque confere proteção contra doenças cardiovasculares.</p>
<p>7)      Consuma no máximo 80 g de carne vermelha por dia (vaca, porco, carneiro e derivados). Escolha sempre que puder peixe ou aves.</p>
<p>8)      Limite a ingestão de gordura a menos do calor energético total. E prefira sempre os óleos vegetais em relação às gorduras de origem animal.</p>
<p>9)      Evite sal em excesso e alimentos em salmoura. Para temperar os alimentos, use ervas e especiarias.</p>
<p>10)   Evite alimentos queimados. Evite churrasco (principalmente sobre a chama direta), frituras, alimentos defumados e curados. Prefira os cozidos e assados.</p>
<p>Referências</p>
<p><strong>Dieta, Nutrição e Cancer / editor </strong>DAN LINETZKY WAITZBERG. –</p>
<p><strong>São Paulo: Editora Atheneu, 2006</strong></p>
<p>Créditos das imagens</p>
<ul>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/776158">Genkaku</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/1223364">knupett</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/938525">CMSeter</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/1224242">straymuse</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/1209276">egindeniz</a></li>
</ul>
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		<title>Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 15:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eduarda Bécho Freitas Arger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nas duas últimas semanas estive doente. Estive (e ainda estou) com um quadro de eritema nodoso, um distúrbio inflamatório que se caracteriza por nódulos sensíveis, de cor avermelhada, que se formam embaixo da pele, mais comumente nas pernas. Também tive febre, muito comum no quadro, emagrecimento, e dores nas articulações, principalmente nos joelhos. Vários causas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/discriminacao-contra-deficientes-fisicos-e-pessoas-com-alteracoes-da-pele"><img class="aligncenter size-full wp-image-800" title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/post_topo2.jpg" alt="" width="508" height="109" /></a></p>
<p><a title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/discriminacao-contra-deficientes-fisicos-e-pessoas-com-alteracoes-da-pele"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-801" style="margin: 4px" title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/621679_43896566-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Nas duas últimas semanas estive doente. Estive (e ainda estou) com um quadro de eritema nodoso, um distúrbio inflamatório que se caracteriza por nódulos sensíveis, de cor avermelhada, que se formam embaixo da pele, mais comumente nas pernas. Também tive febre, muito comum no quadro, emagrecimento, e dores nas articulações, principalmente nos joelhos. Vários causas podem desencadear um quadro de eritema nodoso. Infecções, por exemplo, são causas freqüentes de eritema nodoso, assim como algumas doenças e até mesmo uso de alguns medicamentos, como alguns antibióticos e uso de anticoncepcionais.<span id="more-798"></span></p>
<p>De fato, os nódulos do eritema nodoso não são bonitos, e chamam a atenção das pessoas. Além dos nódulos, as dores nas articulações provocam muita dificuldade de andar. Eu estava assim: andando como uma senhora de uns 80 anos e com nódulos pelo corpo, principalmente nas pernas. Andando na rua, fiquei impressionada com a reação das pessoas. A maior parte delas não se contentava em me olhar e achar a minha aparência “esquisita” ou “diferente”, mas ficavam me olhando fixamente como se eu fosse um ser de outro mundo. E cá pra nós, eu nem estava tão feia assim. Modéstia à parte, eu sou uma jovem de 23 anos, corpo em excelente forma, rosto bonito&#8230; Só estava com uns caroços/manchas vermelhas pelo corpo. Esse acontecimento me fez refletir sobre preconceito contra deficientes físicos e pessoas com alguma “diferença”. E me motivou a escrever este artigo.</p>
<p><a title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" href="http://bluelogs.net/drexplica/artigos/discriminacao-contra-deficientes-fisicos-e-pessoas-com-alteracoes-da-pele"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-802" style="margin: 4px" title="Discriminação contra deficientes físicos e pessoas com alterações da pele" src="http://bluelogs.net/drexplica/files/2010/02/859442_54553860-125x125.jpg" alt="" width="125" height="125" align="right" /></a>Ao ver uma pessoa deficiente ou com alguma anormalidade física (seja uma alteração na pele, queimadura ou qualquer outra coisa), não tenha preconceito. Não olhe uma pessoa com alguma diferença como se ela fosse um monstro. Somos todos iguais, e realmente o olhar de discriminação incomoda e dói. Independente das suas crenças, religião ou valores, respeite o próximo. Senti “na pele” o que pessoas com alguma doença de pele ou deficiência física vivem diariamente, e de fato foi uma experiência dolorosa e marcante. Qualquer forma de discriminação viola os direitos humanos, por isso não aja como aqueles que praticam o preconceito, e lembre-se: “Na essência somos todos iguais”.</p>
<p>Créditos das imagens</p>
<ul>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/859442">rubenshito</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/621679">zandura577</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/photo/1137186">bluegum</a></li>
</ul>
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